Desclassificado

Arquivo X brasileiro: Aeronáutica guarda documentos com registros de vários casos de objetos voadores não identificados. Isto É.

1997 · Local não identificado · Ministério da Aeronáutica

Código de referência
BR DFANBSB ARX.0.0.493
Período
1997
Local
Local não identificado
Órgão
Ministério da Aeronáutica
Documentos
Relato
Páginas
2

Resumo do caso

conteúdo editorial do site

Reportagem da revista Isto É, publicada em 25 de junho de 1997, relata que a Força Aérea Brasileira mantinha um arquivo com registros de casos de objetos voadores não identificados, incluindo o célebre episódio de 19 de maio de 1986, quando ao menos 20 objetos foram detectados por radar e caças Mirage e F-5 foram acionados para interceptá-los, sem sucesso. O então ministro da Aeronáutica, brigadeiro Otávio Moreira Lima, confirma ter ordenado o scramble por considerá-lo uma questão de segurança nacional, após o próprio presidente da Embraer, coronel Ozires Silva, avistar luzes não identificadas de uma aeronave comercial. Além de militares, pilotos civis como Roberto Mantovani e Gerson Maciel de Brito também figuram no arquivo com relatos de avistamentos ocorridos em 1973 e 1982, respectivamente, e autoridades admitiam que o acervo poderia reunir mais de uma centena de ocorrências. O documento integra o fundo "Objeto Voador Não Identificado" do Arquivo Nacional (SIAN) e constitui registro histórico da atenção oficial brasileira ao fenômeno.

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ARX. 493 o d/l 25 JUN 4997 REVISTAMISTO É guerra aos prováveis ETs em 1986 faz parte de um arquivo secreto da Força Aé- rquivo X brasileiro =="====== Lima. Até a década de 70, os sinais que 2. EN prever separa gm NPETI CE mae e ns am ESTES Eee espere F Aeronáutica guarda documentos com registros de apareciam nos radares sem explicação ló- * vários casos de objetos voadores não identificados GR NÉLIO CONTREIRAS tes Monteiro. Em 1976, contudo, o Esta- Houve um dia em que o Bra- sil quase declarou guerra aos i Ovnis. Corria o ano de 1986 eo País experimentava a eu- foria do Plano Cruzado. Pou- co antes das 8 horas da noi- te de 19 de maio, no entan- to, um alvoroço provocado não por razões econômicas sacudiu o gabinete do então ministro da Aeronáutica, brigadeiro Otá- vio Moreira Lima. A bordo de um avião comercial que sc preparava para pousar em São José dos Campos, a cerca de 100 quilômetros de São Paulo, o presidente da Embraer na época, coronel Ozires Silva, dera o alarme. Avistara pela jancia da ac- ronave a movimentação de três luzes no horizonte — de cor vermelha, verde e bran- ca. “Oxzires achou aquilo muito estranho. Certamente, não eram estrelas, nem aviões, muito menos ilusão de ótica”, conta Morei- ra Lima, hoje com 66 anos, em sua sala no Instiuto Histórico-Cultural da Aeronáuti- ca, que ele preside, no centro do Rio de Janeiro. Ozires mandou o piloto comunicar imediatamente 0 fato so controle aéreo de São Paulo, sediado no aeroporto de Con- gonhas. Tão logo o radar confirmou a pre- sença de pelo menos 20 Ovnis, o telefone tocou na mesa do ministro da Acronáutica. “Na divida, acionei o Comando de Defesa Aérea Afinal, estava em jogo a segurança nacional”, lembra Moreira Lima. Dois ca- ças supersônicos Mirage decolaram da Base Adrea de Anápolis (GO). A quase mil qui metros de distância, na Base de Santa Crer (RJ), outras duas aeronaves FS le- vantaram vôo. O objetivo da missão: per- do-Maior da Aeronáutica seguir os Ovnis. “Mes- mo porque, se fossem aviões estrangeiros que estivessem sobre- voando nosso territó- rio sem autorização, teríamos que dar uma pronta-resposta.” Só que os Ovnis acele- raram a marçha em direção ao' Oceano Atlântico e deixaram . Nossos caças para trás. Sumiram sem deixar vestígios. A declaração de pessou a guardar em um arquivo secreto os relatos. Oficiais admitem que pos- sa haver mais de uma cen- tena de casos. O arquivo não tem ape- nas relatos de militares. O ex-piloto civil paulista Ro- berto Mantovani recorda de um inicidente, ocorrido em 1973, durante um vôo de Belém do Pará para Caiena, na Guiana France- sa, a bordo de um Caravel- le, da extinta Cruzeiro do “Era multo estranho. Não eram aviões, estrelas nem muito menos Ilusão de ótica” Brigadeiro Morsira Lima, e prndandaçãro cho Mas cormdeadéç os Sul. “Voávamos a nove mail metros quando nos de- Belém e verificamos que não havia nenhum outro avião comercial naquela altitude. Em seguida, um avião da KLM se comu- ” nicou conosco, Também estavam enxer- G gando os Ovnis”, conta Mantovani, hoje com 52 anos, mecânico de vôo da Trans- brasil. Cerca de 20 minutos depois, os Ovnis aparentemente sumiram. “Mas um deles voltou e surgiu nítido ao lado direito do velho Caravalle em altíssima velocida- de, Não vou esquecer nunca,” O piloto Gerson Maciel de Brito, 61 anos, da aviação civil, foi protagonista de um caso de Ovni que faz parte do amquivo secreto da Acronáutica e que, segundo ele, * “comprova a existência de neronaves de outro planeta”, Em 8 de fevereiro de 1982, Britto estava no comando de um Boeing

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ARX. 493 % ORGÃO ISTO É DATA 25 JUN 1997 12 bém foi visto pela aripulação de um Boeing 747 da Asrolinces Argentinas e pelo piloto de um jato de Transbrasil. Britto diz que o Ovni so deslocava Em grande velocidade, o que dificultava « sua identificação. Há episódios mais recentes. Em 1992, pela colo radar asa foram surpreendidas pela presença & Ovais no trecho entre Curitiba e São Pau- to. Comanicaram so controls da Aero- tou os sinais dos objetos em seus rada- be que um objeto desses tenha causado transtorno à aviação civil brasileira. Se eles realmente existem, operam em alti- tude bem superior aos dez mil metros em que voam nossos aviões comerciais”, garante Collares, gaúcho de 45 anos. “Há indícios, eu diria até registros, de que sondas de outros planetas já surgi- ram no espaço aéreo brasileiro”, diz o coronel-aviador Ronaldo Jenkins Lemos. “Os Ovnis não podem ser tratados como mera superstição. Nos EUA, tanto a For- qa Aérea quanto a Nasa pesquisam o as- sunto. Alguém dúvida da credibilidade dessas instiguições?”, pergunta. 5 REVISTA VEJA 25 JUN o | Temporada de vôo fácil e barato As viagens aéreas explodem com a queda nos preços trazida por jatos cada vez mais econômicos | 2 a t*& Hd E) "o q o ts o 5 |

Fonte: Arquivo Nacional, fundo Objeto Voador Não Identificado (SIAN) — código de referência BR DFANBSB ARX.0.0.493.