Capital dos OVNIS: na região da Lagoa dos Patos, Rio Grande do Sul, testemunhas relatam 30 aparições em tres meses. ISTO É.
1996 · RS · Ministério da Aeronáutica
- Código de referência
- BR DFANBSB ARX.0.0.466
- Período
- 1996
- Local
- RS
- Órgão
- Ministério da Aeronáutica
- Documentos
- Relato
- Páginas
- 3
Resumo do caso
conteúdo editorial do sitePreservado no Arquivo Nacional (SIAN, referência BR DFANBSB ARX.0.0.466), este dossiê reúne uma reportagem da revista ISTO É de novembro de 1996 sobre uma série de avistamentos de supostos objetos voadores não identificados na região da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, onde testemunhas registraram cerca de 30 ocorrências em três meses. O caso de maior repercussão envolveu o empresário e piloto Haroldo Westendorff, que relatou ter encontrado, em 5 de outubro de 1996, um objeto de grandes dimensões enquanto sobrevolava a ilha de Saragonha em seu monomotor Tupi, permanecendo próximo a ele por aproximadamente doze minutos. Segundo seu depoimento, o objeto tinha formato cônico, base estimada em cem metros de diâmetro e superfície metálica, e teria lançado um disco menor antes de se elevar verticalmente em alta velocidade. O material documenta a percepção pública e midiática do fenômeno à época, sem que haja, no registro, conclusão oficial sobre a natureza dos avistamentos.
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[RE AL ORGÃO REVISTA ISTO É UFOLOGIA O empresario Westendortf e os desenhos elaborados pelo professor Serio Portes que mostram como era a nave-mar “Capital dos Ovnis Na região da Lagoa dos Patos (RS), testemunhas relatam 30 aparições em três meses e, na mais espetacular delas, empresário diz ter visto nave-mãe ANDRÉ JOCKYMAN empresário gaúcho Haroldo Wes- | terrestre. O susto foi enorme. Até a ga- + 39 anos, administra uma empresa de beneficiamento de ar- roz, uma transportadora e uma fá- de rações que comercializa 7,5 mil por ano. Casado há 14 anos e pai de um filho de nove, nas horas de folga ele costuma pilotar o seu próprio avião monomptor Tupi, prefixo PT- NTH. Foi num desses momentos de lazer que o empresário viveu, no último mês, uma experiência digna dos melhores momen- tos de Steven Spielberg, O diretor de ET e de Contatos imediasos de terceiro grau. Às nove horas, logo depois de tomar o café da manhã, ele decolou do acroparto de Pelotas (RS) para mais um passeio. Estava um céu de brigadeiro. Às 10h15. quando sobrevoava a ilha de Saragonha, na Lagoa dos Patos, a cerca de 15 quilô- metros do aeroporto, Westendorff depa- rou-se com um imenso Ovni. que, segun- do ufólogos, seria uma nave-mãe extra- gueira de infância voltou a afetar-lhe por alguns segundos. Recuperada a fala, o empresário conseguiu levar o monomo- tor a até muito próximo do Ovni. onde permaneceu por mais de dez minutos. Seu depoimento é fantástico. - Estava voltando ao aeroporto quan- do me deparei com um objeto enorme. Sou piloto desde os anos 70 e sei muito bem que aquilo não era um balão meteo- rológico. O objeto tinha uma base do ta- manho de um estádio de futebol, como o Beira-Rio, com cerca de 100 metros de diâmeiro, e de 50 a 60 metros de altura. Ele tinha a forma de um cone, com os vértices arredondados, e percebi que po- deria acompanhá-lo. Por 12 minutos per- maneci voando ao redor do Ovni, a uma distância de aproximadamente 100 me- tros, Dei três voltas ao redor da nave e | | | t Í l ; pude observar seus detalhes. Ela era fei- ; ta de algo parecido com metal, tipo um latão envelhecido, com a parte inferior lisa e oito vértices, que tinham cada um três saliências, como bolhas. À nave gi- rava em torno de si própria e se destoca- va em direção ao mar. Para acompanhá- la, voei a uma velocidade de 60 milhas por hora (cerca de 100 km/h) e a cerca | de 1.800 metros do chão. Durante o tem- po em que permaneci ao redor do Ovni não percebi- nenhum movimento da nave que pudesse indicar uma reação hostil. De repente, a parte superior do Ovni se abriu, bem na ponta, e dali saiu um dis- co voador na vertical, que em seguida se inclinou 45 graus e disparou para cima numa velocidade impressionante. Pensei em dar um mergulho com o avião sobre a abertura da nave, para ver o que havia dentro. Mas desisti quando daqueia abertura surgiu uma coluna de raios avermelhados, ondulantes. Assus- tei-me e me afastei para cerca de 200 metros da nave. Nesse momento. aquele EE k
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7 ' ARX DO pratá REVISTA ORGÃO ISTO É PAG 20 DATA 27 NOV 199% tos dy jeto enorme subiu na vertical, numa velocidade fora do comum, sem fazer vento, sem ruído de explosão e sem ne- nhuma reação física. Já vi um caça F- 16 a 2.400 quilômetros por hora e cal- culo que a nave tenha subido a mais de 12 mil quilômetros por hora, em ques- tão de segundos. O fato, ocorrido na manhã de 5 de outubro, impressiona não só pela riqueza dos detalhes descritos por um piloto com mais de 20 anos de experiência como pelo número e qualificação das testemu- nhas que asseguram ter avistado a mes- ma nave. Tão logo viu o Ovni, o empre- sário tentou usar o telefone celular para falas com a mulher. Como estava tomado pela gagueira, nem ela nem o filho con- seguiram entender o que o piloto dizia. Depois de recuperar o fôlego, Westen- *-dorff se aproximou da nave e, durante a segunda volta ao redor dela, usou o rádio do avião para informar a sala de controle da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), do aeroporto de Pelotas, sobre o que estava ocorrendo. Perguntou ao operador da Infraero Air- ton Mendes da Silva, 40 anos, o que ele via no setor Leste na direção da pista 15/ 33. “Olhei para fora e vi no horizonte um objeto, na forma de um triângulo acin- zentado, com as bordas arredondadas”, conta o operador. Em 11 anos de traba- lho no aeroporto, Silva assegura nunca haver visto algo parecido. Estavam com ele os auxiliares de serviços portuários Gilberto Martins dos Santos, 50 anos de idade e 14 de serviço no local, e Jorge Renato S. Dutra, 31 anos de idade e dez de serviço, que tentaram juntos identificar o objeto voador. “Ele parecia, a olho nu, do tamanho de uma torre de alta tensão”, compara Gilberto. A maior surpresa, po- rém, se deu quando viram a nave se des- locar no sentido vertical. “Desconheço se- ronave na Terra que se desloque no senti- do vertical, como se deslocou o objeto an- tes de desaparecer entre as nuvens”, atesta Airton. “Nunca tinha visto um monstro daquele tamanho voando”, diz Jorge. estendorff também se comuni- cou com o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II), em Curitiba, no Paraná, responsável por vigiar os céus do Sul do Brasil. A res- posta recebida foi a de que não havia nenhum registro anormal nos radares, embora pudessem detectar a presença do monomotor. No início de novembro, o Centro de Comunicação Social do Mi- nistério da Aeronáutica (Cecomsaer) in- formou a ISTOÉ que “os equipamentos do Cindacta TI funcionavam normalmen- te na manhã de 5 de outubro.” Quanto ao testemunho do empresário e dos funcio- nários da Infraero, o Cecomsaer afirma que o “Ministério da Aeronáutica tem um compromisso com a sociedade que não permite expor fatos sem comprovação.” A experiência vivida pelo empresário gaúcho tem intrigado os ufólogos. Carlos Pereira, 34 anos, do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores e da Mu- fon, dos Estados Unidos, a maior organi- zação do gênero no mundo, ficou surpre- so ao verificar a semelhança do objeto visto em Pelotas com um outro fotogra- fado em 16 de setembro, em Valley, no Alabama (EUA). Ele está convencido de que a nave existe. Para Pereira, porém, & dúvida reside em saber se se trata de algo extraterrestre ou de alguma experiência terráguea. É que no céu do Alabama, logo depois de o Ovni ter desaparecido, surgi- ram três helicópteros negros, sem nenhum pe Z S ES E tipo de marca que pudesse identificá-los. “O aparecimento desses helicópteros é co- mum nas áreas de testes de projetos mili- tares dos Estados Unidos”, comenta Pe- reira. No livro Segredo cósmico, de Wil- liam F. Hamilton III, diretor de investi- gações da Mufon, também são citadas aparições de UFOs, em 1989 e 1990, na Bélgica, semelhantes à nave vista por Westendorff. São relatos de pilotos, con- A GS Z E
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ARK -166,9:5]3 ur 27 NOV 19% | REVISTA ISTO ORGÃO E eb troladores de tráfego aéreo, meisórolo- gistas, engenheiros seronáuticos é físi- cos que descrevem os Ovnis “grandes como campos de futebol ou maiores do que um avião cargueiro”. O Ministério da Aeronáutica mantém uma investigação sigilosa sobre a nave avistada por Westendorff, Na última se- mana de outubro, um sargento da Base Aérea de Canoas viajou a Pelotas para colher o depoimento do empresário e de funcionários da Infraero. O sargento pede para não ser identificado, mas pas- sou uma tarde no aerociube de Pelotas, ouviu os relatos e tomou conhecimento de um “desenho falado” de todo o epi- sódio. É que, depois de ter visto a su- posta nave-mãe, o empresário relatou to- dos os detalhes de sua história ao pro- fessor Sérgio Porres, da faculdade de en- genharia da Universidade Católica de Pe- lotas, que fez o “desenho falado” (ver se- quência de ilustrações às págs. 78 e 79). aquanto a Aeronáutica não compro- va a existência do Ovni, uma série de depoimentos recolhidos pelos ufólogos faz com. que eles supo- nham que a Lagoa dos Patos exerça algu- ma influência sobre os ETs. Entre agosto e outubro, o Grupo de Pesquisas Científi- co-Ufológicas (GPCU), uma organização nacional dedicada ao estudo de fenôme- nos extraterrestres, registrou 30 aparições de Ovnis sobre Pelotas. O caso de Wes- tendorff é o único ocorrido em plena luz do sol. No dia seguinte ao episódio com o empresário, o eletricista Donato Luís Ro- cha dos Santos, 51 anos, viu uma luz se deslocar no céu, com rapidez incrível e no sentido vertical. Ele estava caminhando nas proximidades da Lagoa dos Patos, na com- panhia do amigo, também cle- tricista, Maurício Sacramento. “A luz tinha um terço do tama- nho da lua, uma luminosidade que nunca vi antes e voava em uma altura mais baixa do que a dos aviões que passam por aqui”, recorda-se Santos. Um outro fenômeno foi testemunha- do pelas publicitárias Maria He- lena Fonseca, 32 anos, e Kátia Santos Goulart, 29 anos, na noi- te de 24 de setembro, Elas esta- vam em casa € ouviram fogos disparados no Esporte Clube Pelotas. Resolveram ver a quei- ma da sacada. De repente, se- gundo Maria Helena, tiveram a atenção atraída por “uma luz re- donda intensa no céu, como se fosse um refletor, do tamanho de quatro luas cheias, que pou- Jorge, Gilberto e Airion (cantado, da cos segundos depois se apagou, deixando um rastro colorido, como um néon, com predominância do verde”, “Os fogos esta- vam sendo disparados no lado sul do pré- | dio, mas as luzes que avistamos estavam | no sentido oposto”, diz Kátia. Às 6h30 de | 18 de setembro, o presidente da Associa- | ção Brasileira de Pesquisas Ufológicas, Herman Mostajo. filmou um objeto brilhan- te que voou oito minutos sobre o municí- pio de Santa Maria, distante 415 quilôme- tros de Porto Alegre. Quando fez a filma- gem, a mulher de Mostajo ligou para o Cindacta Il que informou não haver aero- naves na área. Pediu in- formações então ao co- mandante da Base Aé- rea local, coronel Kinsy, que lhe deu a versão de Donato Santos, eletricista « “Uma luz com um terço do tamanho da lua voava mais baixo que os aviões” Infraero: testemunhas oculares que teria visto um avião que estava a ca- minho de Santa Cruz do Sul. “Se houves- se um avião cruzando a região naquele momento ele seria detectado pelo radar”, avalia Mostajo. Não é de hoje, porém, que 0 espaço aé- reo gaúcho é roteiro obrigatório dos ufólo- gos. Em 29 de abril do ano passado, um caso chamou a atenção dos especialistas. O soldado do Exército Fábio Conceição da Silva. hoje com 20 anos. fazia a guarda no 9º Batalhão de Infantaria Motorizada. Um" colega foi fotografé-lo. A surpresa aparece no momento da revelação do filme. No fun- do, atrás do soldado fo- tografado. aparece à imagem de um disco voador no céu. O GPCU mandou fazer exames laboratoriais no filme,e descobriu que o mate- - rial fotográfico não apresentava nenhum tipo de problema. Com gantes, o presidente do GPCU, Márcio Car- valho, 23 anos, e à vice-presidente. Elisân- gela Anderson. 22 anos, estudantes de en- genharia da Universidade Católica. decidi- ram fazer vigílias na Vila Caruccio. na zon * norte de Pelotas, nos dias 11 e 14 de outu- bro. Na segunda noite foram surpreendido: por flashes às suas costas. “Eram duas ly zes fortes. com uma se movimentando di forma irregular à frente e a outra se prolon gando para trás num movimento rápido provocando o efeito do flash”. relata Eli sângela. Observaram o fenômeno por cin co minutos. Tentaram fotografar. mas o fi! - me velou, “Pelotas tem se tomado a capit brasileira dos Ovnis”, conclui Carvalho, d q am n
Fonte: Arquivo Nacional, fundo Objeto Voador Não Identificado (SIAN) — código de referência BR DFANBSB ARX.0.0.466.