Desclassificado

Discos - existem ou não? Há provas, sim.

1969 · Local não identificado · Ministério da Aeronáutica

Código de referência
BR DFANBSB ARX.0.0.112
Período
1969
Local
Local não identificado
Órgão
Ministério da Aeronáutica
Documentos
Recorte de imprensa
Páginas
1

Resumo do caso

conteúdo editorial do site

Recorte de imprensa de maio de 1969, preservado no Arquivo Nacional, registra avistamentos de objetos ovais e luminosos no céu do Rio de Janeiro, em bairros como Brás de Pina, Senador Camará e Pavuna, que mobilizaram moradores e atraíram a atenção de policiais. O artigo, assinado por Carlos Frota, contextualiza o debate da época: enquanto um engenheiro paulista atribuía as aparições a fenômenos de polarização luminosa, países como Estados Unidos, União Soviética e a própria ONU já mantinham comissões oficiais de investigação de objetos aéreos não identificados, cujos resultados eram classificados como secretos. Um dos episódios narrados teve explicação identificada: balões em formato de disco, com autorização do Ministério do Exército, soltados por um morador da Pavuna para fins experimentais de propaganda.

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— Olha lá o Disco Voador! -— Nossa! Éle vem pra cá! — Vamos correr! Este diálogo foi presenciado por moradores de Brás de Pina, às 12,30 horas de ontem, que viram no céu daquela região um objeto totalmente desconhecido, oval brilhante, que flutuava no ar, ora com mui- ta velocidade, ora devagar, e às vêzes parava por alguns minutos. Já às 13 horas, tôda a popula- cão daquele bairro da Zona Norte estava na rua, presenciando a evolução do estranho aparelho, for= mato de Disco Voador, indêntico aos aparecidos néstes últimos dias, em Senador Camará, Pavuna e outros locais, Até ao anoitecer, o. estranho apa- 5 MA] 1969 IRL. 11A,p.4/L NSIS4 BR mase nm olho ni, depois tes, apavorados, sendo e rumando para as suas re: aparecimento quase impulsioná-lo, gás. O balão, formato de Disco Voa- dor”, na temperatura quente êlc sobe e na tem- Hélio foi sôlto em frente a sua casa, para mais tar- de 'chamar a atenção da população da Pavuna, sen- do os primeiros a verem o “estranho objeto”, po- líciais da 29º Delegacia Distrital. Depois dêsse, fo- ram mais três, todos êles levando o nome Ê É : É Hélio tem autorização do Ministério d Exérci- to para soltar êstes balões, dos que quer transfor- mar em veículos, de propaganda nos fins de sema- na, principalmente na orla marítima. Por enquan- to, os “Discos Voadores” de Hélio estão em expe- riência. E com êxito aliás, Os discos voadores existem, ou é uma psicose generalizada? Indagam todos, todos os dias. Uma lenda dos povos do an- tigo Peru conta que em “época, muito recuada, na região do Deus do Sol, os homens nas- ciam de ovos de bronze, E ouro: ou de prata caídos d Céu”. "e Do outro lado do mundo, por estranhe. coincidência, velhas lendas chinesas falam da “des- cida do céu de pequenos ho- mens de pele clará, magros é de cabeças anormalmente de- senvolvidas, vindos em gran- des pratos voadores e que per- seguiam os habitantes, que fu- giam espavoridos” As informações, lendárias ou não, apesar de contraditórias, seguem sempre a mesma linha de afirmação: os discos voa- dores são uma verdade. Verdade, ou não, fatos reais ou lendas, a realidade é que a aparição dos chamados discos voadores têm “perturba- do” 'os habitantes dos três Con- tinentes. Para comprovar a seriedaae do problema, que alguns afir- mam ser “fantasia d. deso- “cupados”, e outros, como o en- genheiro paulista Leonardo Pri- coli sobrinho, diz que “discos voadores são ilusão de ótica”, a Organização das Nações Uni- da, (ONU), em 194, em Ge- tudos para encarar o problema comc “Segurança Planetária”. Também a União Soviética, que há muito vinha se dedi- cando ao problema, afirmou, em 1967, possuir uma “Comis- aparição dos estranhos objetos "A aparição de estranhos ob- “jetos voadores levou o Estados Unidos a criar, em 1948, o “projeto 'Twinkle” substituin- , mais tarde, pelo “Proje- Livro com maiores po- e ' segurança, fun- cionando, inclusive, em condi- - ções superiores a da CIA. As “comissões de estudos” dos. (OANI) Objetos Aéreos não Identificados, , porém, não são um privilégio dos russos, dos norte-americanos nem mes- mo da ONU, pois, apesar das afirmações de que os “discos” não existem, quase todos os países se dedicam a estudar as estranhas aparições e o resul- tado dessas observações é con- siderado como “secreto” ILUSÃO DE ÓTICA Explicando a aparição dos * OANI, o engenheiro Leornardo Priculi Sobrinho, em comuni= cado feito à Academia -Brasi- leira de Ciência, ó.gão brast- leiro encarregado de estudar o problema, afirmou ter desco- berto uma nova teoria sôbre a - nebre, criou um Centro de Es- . HÁ PROVAS, SIM CARLOS FROTA do som | on- eletro-: ia tr: de luz, ver, poderia dar origem de objetos aéreos não Identifica- dos, e que “os discos voadores são resultados de fenômenos semelhante ao da polarização dos raios luminosos sôbre cer- tos corpos”. % há O engenheiro, que No comunicado feito à Academia Brasileira de Ciên- cla e à Comissão de Investi- mais | gação da OANI, da Aeronáuti- de vinte anos se dedica ao es- "ca, afirma o engenhieiro que tudo dos efeitos das ondas ele- tro-magnéticas, assegura ter des- coberto uma molécula, que sob a ação de uma onda eletro- magnética acompanhada de di- ferença de pressão do éter, que aparece pela presença de um corpo qualquer, tende a des- erever movimentos de vai-e- vem, aproximando-se e distan- ciando-se, de acôrdo com pressão da aimosfera. Para comprovar sua teoria, < engenhe-ro sugere uma ex- periência com um tubo de 25 cm de diâmetro e de compri- mento “superior a 10 meiros, ieito de qualquer material re- sistente e fechado nas extremi- dades por material transparen- te, colocado verticalmente, De posse dêsse material — rossegue o engenheiro — emi- te-se de uma extremidade um rai de luz e observa-se na ou- tra o exato ponto de incidên- “uia dêste raio. Faz-se vácuo no tubo, que deve ser conve- “determinadas ondas magnéti- cas uniformes põem as molé- culas da atmosfera em vibra- ção de acôrdo com a nova teo- ria de propagação. Certas ca- madas de ar de adequadas con- dições poderão vibrar na fre- qiiência correspondente às on- das luminosas. o que dá o!- gem aos chamados discos voa dores, cujo movimento é o re- sultado de ação dos ventos que podem deslocar as moléculas da superfície luminosa ou al- terar o seu equilíbrio. dai ad- vindo: o seu desaparecimento, quase sempre, instantâneo, dando a ilusão de espentosa velocidade. Estas ondas magnéticas — diz concluinão o engenheiro Leonardo Pricoli Sobrinho — são. em geral, as microndas que servem para a orientação de aviões. Por isso. os chama- dos discos voadores só apure- cem pela manhã e à noite, mal, outras apresentam rife- renças e disformidades. Agem pacificamente em muitos casos , são esquivos e até agressivos em outras ocasiões. Há uma lista enorme de pessoas atacadas e não são poucos às pilotos que perderam suas vidas tentando interceptá - los. Um dos que já sofreram essas consequiiências foi o capi - tão Thomas Mantell. cujo caça F-SID foi destruído no ar à vista de inúmeras testemunhas , perto da Base aérea de Gor- man Fied, no Estado de Ken- seripre nos itinerários desses tucky,

Fonte: Arquivo Nacional, fundo Objeto Voador Não Identificado (SIAN) — código de referência BR DFANBSB ARX.0.0.112.