Desclassificado

O caso do ET de Varginha. Isto É.

1996 · Local não identificado · Ministério da Aeronáutica

Código de referência
BR DFANBSB ARX.0.0.443
Período
1996
Local
Local não identificado
Órgão
Ministério da Aeronáutica
Documentos
Relato
Páginas
4

Resumo do caso

conteúdo editorial do site

Matéria da revista Isto É preservada no Arquivo Nacional registra o episódio conhecido como "o caso do ET de Varginha": em 20 de janeiro de 1996, três jovens relataram ter avistado uma criatura de aparência desconhecida num terreno baldio do bairro Jardim Andere, em Varginha (MG), descrevendo-a como agachada, com protuberâncias na cabeça, pele viscosa e olhos vermelhos. Na mesma data, um casal de trabalhadores rurais declarou ter visto um objeto voador não identificado de formato cilíndrico sobrevoando a região. O caso repercutiu nacionalmente, mobilizou entidades ufológicas e gerou acusações de que o Exército teria capturado seres não identificados — versão contestada pelas autoridades militares. O documento integra o fundo "Objeto Voador Não Identificado" do Arquivo Nacional e consiste em material de imprensa e comunicado de organizações de pesquisa ufológica da época.

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sto tos ssa r ARX- 143, -174 DATA | ORGÃO 22 MALI9% REVISTA ISTO É EETILUE O CASO DO O extraordinário relato de um contato alienígena mobiliza ufólogos e envolve o Exército acusação de sequestro LUIZA VILLAMÉA numa “DE VARGINHA Caiu do céu o mais recente filão econômi- co da cidade de Varginha, em Minas Gerais. Conhecido exportador de café. o município ganhou súbita fama nacional graças a um produto que nada tem a ver com terra. Nesta segunda-feira 20. seus habitantes comemoram quatro meses do mais extraordinário relato de um contato imedia- to de terceiro grau entre humanos e um ser extraterrestre já feito no País. Às 15h30 de um ensolarado sábado, 20 de janeiro. três garotas desciam a trilha de um terreno baldio do bairro Jardim Andere. a dois quilômetros do centro da cidade, quando uma delas. Liliane Fátima Silva, 16 anos, olhou à sua esquerda e gri- tou. Uma criatura estranha, com três protuberâncias na cabeça € pele viscosa estava a cerca de sete metros de distância, próxima ao muro que divide o terreno com uma oficina mecânica. “Estava agachada, com os braços compridos no meio das pernas”. tembra arota.“Vi primeiro os olhos. enormes e vermelhos.” Com medo. virou de costas, enquanto sua irmã Valquíria, 14 anos. e a átia Andrade Xavier. 22 anos, continuaram a observar. “Não era bicho nem gente, era uma coisa horrível”. afirma Kátia, |; que trabalha como empregada doméstica e tem três filhos. “Ele parecia abobado. não fez nenhum barulho”, completa Valquíria. |; A criatura. no entanto, esboçou um leve movimento com a cabeça e as três garotas saíram correndo. Quarenta minutos depois. a mãe de Liliane e Valquíria, Luiza Helena Silva, 38 anos. chegou ao terreno baldio para averiguar o que tanto assustara suas Filhas. Nada encontrou. A história ganhou proporções porque. aparente- : mente sem nenhum tipo de comunicação com Liliane. Valquíriac . Kátia. o casal de trabalhadores rurais Oralina Augusta e Eurico Rodrigues afirmou ter visto, na madrugada do dia 20, um Objeto Voador Não-Identificado. Eles dormiam na casa da fazenda de 150 alqueires que fica à beira da estrada que liga Varginha a Três Corações quando foram despertados pelo barulho dos animais. “O gado corria de um lado para o outro no pasto diante da nossa janela”, conta Eurico. “Olhamos para o céu e vimos um objeto cinza. com formato similar ao de um submarino, do tamanho de O”ET- DE vAROHA + URGENTE - Os Uisugos trssteros aims rmtrssamados necs “scmnecoss (7.008 or DESSA 6 QUO DONACEM. ANOS MENS dE WÊS MaSos 04 emendas —entugandes Cu qo comparações de migrações de serias orders não br mas s mençt Quando 4 44 Ocorreu sm Vanpanho nos aus 20 0 mpmEsnaas Saguades DO “és Um sarero 6 coreme so 04 1996 um vendudero » comes CONMEÇÃO Genoa: ausondaces uvas » Doha son Cr 930 PUMA ME CAPTURA CR HAIA NÃO CaLLACADES CUOG rar Dersowrticamente cromados de “EBCS | Ermeces Bompcas Emmmresmas. am quer rpm maragas 808 OBSERVAÇÃO MEDICA E POSTEROGVENTE RETIRADAS DE CIDADE Eme é um isto unco na Bras cum Cortemack: rode nem mad ams e VETO ALIAS CONPEIMANHOS CONCOS CUM DONOS OITTS DE Gram HOST A 4 Cuando 04 proporções postencas No ememo P comento ep re Umooes e mom : O menta a verdade e uma 086 BANGDOS metes De loga & Human =a:+ Se vach sex omemynna Gia Ou micirata dos acomecme--:s 30 varas cer que DOCAS DOS MADE NO MICUTEDMANO Giu Gpas 3.4 477287 UMA BOL pcb: mOnaCAS 6 marcante na MgoAS Egrdo sonciado O Mgnc se 3 mantoc Prsoenganas CONDOR aCUT E 6 restUrasvem membros de Imprenta encore estonas do cortato serão MTOCAIOS EMBNAS do numero 1035, ==. Cumudes Com Orvstos 6 Ecuardo Mono CEPEX - Convo do Pesqutas Enmogcas - burure - 5º Ademar Jose Gorsere COPDV - Centro liras de Pevcs cs Decos Vasco es a Raesia LED - Lemes Gronco - MS Moros Antero Petr de Case: AFEU « Assocação F umenanga de E mouoos Udngaços - nero - R$ Ratgai Cury AMJ Aneocação Meconai dos Liesoços do Bras. - Currima - PR tree Greer CISNE - Corara «a inestgação nobre & Namraça dos Exremerparas - Fo 00 Janes - RL: Marco Araras Sema (GE OM - Grupo ds E mudos de Obstos Não Isertducacos - São Paso 5P Veoro Pacacom CICOAM - Corara o Im Cort do Otyatos Aureos Não lomticaoos - Boto hormone - MG Ubewars Franco Rodrquer CBPOV - Cortro Breságeo ce Pesquass de Decos Veasarss - Cemoo Grenos - ars VININENNHA, NG MAIO DE 1994 AavANiINOS um microônibus, sobrevoando o pasto lentamente, a cinco metros do solo”. descreve Oralina. “Ele soltava uma fumaça esbranqui- di: a 4 O documento dos ufólogos: “acobertamento”

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EE CP DV UNA E) NOT) REVISTA ISTO ARX ÁSIA TA É 22 UA 19% | Pão, 30| cada. não tinha luzes nem fazia baru- lho.” Na cidade. a associação entre a save e o ET que apareceu 14 horas mais tarde foi imediata. Advogado e professor de direito em uma das quatro faculdades da cidade, Ubi- rajara Franco Rodrigues. 40 anos. come- çou a investigar O caso no dia seguinte. Ufologista há mais de duas décadas. esti- ma gue apenas 1% das descrições de avis- tamentos de naves espaciais é verídica. Para ele. o caso de Varginha é a exceção que confirma a regra. “O que elas viram era. de fato. uma criatura desconhecida na Terra”. afirmou Rodrigues. Ele concluiu. ainda. que pelo menos duas enti- dades biológicas extraterrestres. o nome pelo qual os ufólogos de- signam os ETs. estiveram na ci- ' dade no dia 20 de janeiro. e Desde então. uma legião de estudiosos do fenômeno apontou em Varginha. Mais precisamente. 66 ufálogos já passaram pela . cidade para realizar investigações. “E um caso sem precedentes em nossos registros”. diz o engenheiro Claudeir Covo. presidente do Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais (Infa). O pro . fessor de psiquiatma da Harvard Medica: School. John Mack. que pesquisa encon- tros humanos com alienígenas, destocou- se dos Estados Unidos para fazer uma série de entrevistas com as mulheres. O fenômena acabou extrapolando o cir- culo de estudiosos do tema. Apenas O Fantástico. da Rede Globo, dedicou- lhe três reportagens. Na pele do ator Reinaldo. o ET chegou ao programa Cassera & Planeia na terça-feira 14. Ao assistir a si próprio na Globo, o pre- feio Aloysio Ribeiro da Silva (PPB) estava feliz da vida. “O ET deu uma tre- menda publicidade para Varginha”, vibrou. “Estou disposto a patrocinar um encontro intemacional de ufologia." Tipi ni Antes de organizar um evemto deste por- te. os ufólogos pretendem concluir uma investigação que já leva quairo meses « aponta o Exército como responsável pela captura e ocultação de pelo menos um dos dois ETs que teriam aparecido em Vargi- nha. Em documento assinado por dez en- tidades. eles apontam “uma verdadeira e complexa operação envolvendo autorida- des militares e profissionais civis. que re- sultou na captura de criaturas não classifi- cadas biologicamente. as quais foram man- tidas sob observação médica e posterior- mente retiradas da cidade”, Além do ad- vogado Rodrigues. coordena a investiga- ção o ufólogo Vitório Pacaccini, 3) anos. que mora em Belo Horizonte e deslocou- se para a região nas últimas semanas. Am- bos juram que já ouviram 14 testemunhas das aparições do ET, entre elas quatro mi- litares. Mas se recusam a revelar qualquer nome ou prova, além da foto de uma su- posta entrevista com um dos militares que teriam participado da operação. Os ufólo- gos sustentam que uma criatura teria sido capturada por quatro homens do Corpo de Bombeiros de Varginha às 10h30 do dia 20 de janeiro, nas imediações de um bos- que, a apenas três quarteirões do icireno baidio no qual as garotas teriam visto um alienígena cinco horas depois. Colocado numa caixa de madeira coberta por um pano branco, o ET, afirmam os ufólogos, foi imediatamente le- vado por um cami- nhão militar para a Escola de Sargento das Armas (ESA), na cidade de Três Cora- ções, a 25 quilôme- tros de Varginha. No dia seguinte, ainda segundo os ufólogos. outra criatura teria sido vista no Hospital Regional, no centro de Varginha — e aí sim seria o ET observado de perto pelas três amigas. Numa operação que envolveria militares da ESA, oficiais da PM e homens do Corpo de Bom- beiros de Varginha. o ET. na ver- são de Rodrigues e Pacaccini, te- sia sido transportado na madruga- da da segunda-feira 22 para o Hos- pital Humanitas, a 1.5 quilômetro do centro, o mais equipado da re- gião. Por volta das 18 horas do mesmo dia. a criatura. já sem vida, teria sido levada para a ESA, num comboio formado por mês cami- nhões de transporte de opa. O mesmo comboio sairia da escola militar de Três Corações às 4 horas da terça-feira 23 de janeiro em direção a Campinas. onde a car- ga teria sido entregue a outra unidade mili- tar, possivelmente à Escola Preparatória de Cadetes."Toda a operação foi comandada pelo tenente-coronel Olimpio Wanderley Santos”, denuncia Rodrigues. “Temos o de- poimento de um militar da ESA. direta- mente envolvido na operação, descrevendo as manobras”, assegura Pacaccini. Na gra- vação, de 42 minutos. o militar conta in- clusive que. ao deixar o Hospital Humani- tas, o corpo cheirava muito mal. O Exército nega a história. O porta- voz do Comando Militar do Leste. coro- nel Luiz Cesário da Silveira Leite, diz que nenhum militar da corporação captu- tou ET algum. “Nossas preocupações são com os alienígenas nacionais e estrangei- ros. mas terrestres. e não com os extra- terrestres que. espero. estejam em paz”. disse ele ao repórter Hélio Contreiras. de ISTOÉ. O coronel classificou de “exape- radas as informações que fazem relação entre o ET de Varginha e o Exército”. “As afirmações dos ufologistas são tão absurdas que chegam a ser ridículas”. emenda o general Sérgio Pedro Coelho Lima. comandante da ESA. Em scu ga- vinete. o general guarda uma pasta ama- rela intitulada Caso Extraterrestre cuja capa reproduz o sistema solar. Dentro dela CONTATOS IMEDIATOS EM VARGINHA... “Testemunhas ouvidas por ISTOÉ contam o que viram no dia'20 de janeiro

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A Tiesto, Ea “Z A 22 MAI 199% E] REVISTA oRção ISTO ARX. 1493 “e amam 3 3 essão arquivadas todas as publicações fei- tes sobre o assunto. Apontado como o comandante da operação de sequestro e Ri vgaspore do ET de Varginha para Cam- s. O tenente-coronel Olímpio Wan- lex Santos comia que soube do envol- vimento de seu nome no caso através de pt “a telefonemas. “Na hora. achei que era tro- te.” Nas Forças Armadas. é a Aeronáuti- ca quem mais se preocupa com o fenô- meno dos extraterrestres. O 1 Centro In- tegrado de Deiesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta). localizado em israsília, tem um dossiê sobre Ovnis (Cb- 5 Jetos Voadores Não-Identificados). “Exis- » tem até hoje casos não explicados pela Aeronáutica em relação a Ovnis”. afir- mou o brigadeiro Cherubim Rosa Filho. 8 ministro do Superior Tribuna) Militar. Um: desses casos mais famosos envolveu "im ex-ministro. teve o aval do então minis- tro da Aeronáutica, brigadeiro Octávir Moreira Lima. e está completando dez «anos sem que a investigação tenha che- igado: a-nenhuma conclusão (feia quadro sesta página). VUNILAS QUIS 4: e + problema do ET de Varginha é que um episódio mal-esclarecido e uma coincidência de fatos só agora revelada sumentam ainda mais o mistério que move o caso. A em- pregada doméstica Luiza Helena. mãe de duas das és garotas que teriam visto O alienígena, denunciou que no começo des- te mês quatro homens de temo a procu- raram em casa e propuseram pagar para que suas filhas negassem publicamente o contato com o ET. “Eles falaram que pa- gariam em dinheiro vivo”, diz Luiza He- Jena. “Ficaram de voltar, mas não temos como esconder a verdade." O quarteto não se identificou e a visita foi presencia- da apenas pelas meninas. O pai delas, o .< cobrador de ônibus João Lopes da Silva, estava trabalhando quando & tentativa de subomo teria sido feita. A coincidência entre a versão dos ufólogos e os fatos só se tomou pública na última semana. O administrador do Hospital Regional. Adil. son Usier Leite. revela que na semana seguinte ao suposto aparecimento do ET, os dois hospitais da cidade foram palco de movimentações excepcionais. No Re- gional. um carro do Corpo de Bombeiros levou um corpo exumado para & realiza- ção de um raio x da coluna. Tratava-se de um estudante de engenharia. filho de uma família tradicional da cidade, que fora encontrado morto numa cela da Po- lícia Civil, pouco depois de ser preso, acusado de roubo. No Hospital Humani- tas, que Leite também administrava na ocasião. a movimentação excepcional fi- cou por conta da chegada dos equipa- mentos para a realização do primeiro transplante de coração na cidade. “Quan- do surgiu esta história do ET achei me- lhor não comentar que policiais e bom- beiros estiveram no Regional”, afirma Leite. Nada disso. porém. convence os ufólogos. Eles insistem que falam a ver- dade quando dizem que. em lugar de no- vos equipamentos ou um caso especial. tanto os hospitais da cidade quanto o Cor- po de Bombeiros agiam. sim, em tono do cadáver de um ET. E vão adiante: na última terça-feira, Rodrigues e Pacaccini retomaram a Varginha após uma viagem investigativa a Campinas.“Sabemos com certeza absoluta que a criatura foi necrop- siada por Badan Palhares”, afirma Rodri- gues. referindo-se ao conhecido legista da Universidade de Campinas (Unicamp). “Nesta altura dos acontecimentos. exis- te até a possibilidade de a criatura já ter sido levada do Brasi! para os Estados Unidos”, completa Pacaccini, “Não sei de onde tiraram essa imaginosa idéia”, rebateu Palhares em Campinas. “Efeti- vamente desconheço qualquer no 3 material alienígena que tenha vindo para o IML ou para a Unicamp.” = Visões em série N a esteira do ET de Varginha. relatos de avistamentos de naves espaciais e seres extraterrestres começam a fazer parte do co- tídiano da região. Na noite da segunda-feira 13. pelo menos três pessoas asseguraram ter observado a trajetória de um Ovni na Vila Militar de Três Corações. a apenas dois qui- lômetros da Escola de Sargento das Armas (ESA). “Dava para ver nitidamente a cúpula da nave. com uma base retangular, repleta de pontos de luz. movimentando-se como se de- limitasse um triângulo no céu”. conta Luís Fer- nando Toledo. 30 anos. auxiliar de secretaria da Faculdade de Ciências. Letras e Artes. Antes de desaparecer. o objeto teria passeado pelo céu por mais de uma hora. tempo sufici- ente para que o fotógrafo Afrânio da Costa Bra- sil, 31 anos. pegasse seu equipamento e regis- trasse a inusitada imagem. Ele. porém. preferiu ficar olhando para o espaço. E nada fotogra- fou, Dois dias depois. junto com a filha. Eme- line. 9 anos. teve que contentar-se em desenhar. a pedido de ISTOÉ. a imagem que os três vi- ram. “Não se esqueça das luzes larania embaixo da parte redonda”. disse-lhe a garota. “Eram como janelas de ônibus. uma depois da outra.” A tranquilidade de Emeline diante do su- posto Ovni está a anos-luz de distância das emoções que um contato imediato de tercei- ro grau provocou na dona de casa Teresinha Galo Clepf. 67 anos. Na noite de 21 de abril. ela saiu para fumar na varanda de um restau- rante. no Jardim Zoo- lógico de Varginha, onde estava sendo co- memorado um aniver- sário. Ela garante ter visto atrás da mureta da E À VERSÃO DOS UFOLOGOS Eles.dizem ter ouvido 14 testemunhas para reconstituir a captura do ET pelos militares EA” má A emp pese Es METALS m oo

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ARX. ORGÃO REVISTA ISTO É po 2? ae Maid melhos”, vi na vida. a varanda a cabeça de uma criatura idêntica à descrita três meses an- tes pelas garatas da ci- dade. “Fiquei pregada no chão, não conseguia desviar meu olhar daqueles olhos horríveis. esbugalhados e ver- conta. “É a coisa mais feia que já perdeu tempo e atrai a clientela com figuras estilizadas do extraterrestre. Na Papelaria Macácri, no centro de Varginha, um ET mon- tado com isopor, papel de seda e recheado de jornal velho decora a vitrine e chama a atenção dos consumidores. “Em 24 anos de comércio, neste mesmo ponto, esta é a vi- trine que mais atrai as as”, comemora o comerciante José Maria da Silva, dono j da papelaria. Ele diz, porém, que suas ven- das não aumentaram. “As pessoas querem y apenas olhar o ET.” O criador do boneco | foi seu sobrinho, Alan Tempesta, 17 anos, que não acredita em ETs. “Ape- nas aproveitei a idéia”, diz Tem- pesta. “Agora só falta o prefeito de Los Angeles promover sua ci- | Agnello Pacheco. “O prefeito está fazendo nado agr çd E io publicidade sem custos.” Na cidade, o ET é ciário Washington Olivetto. É l assunto obrigatório. O comércio local não | l - . Marketing garantido m toda a polêmica despertada pelo ET de Varginha há pelo menos uma certeza. A cidade mineira de 120 mil habitantes en- trou no mapa ufológico do País. “Não fosse a aparição do extraterrestre, ninguém estaria falando de Varginha”, avalia o publicitário / 5 TA Ê a = 3 Um mistério de dez anos garantia, contudo, que apenas três Ovnis foram registrados. Para esclare- 4 cer o episódio, o brigadeiro Moreira À | Lima prometeu um relatório oficial so- j bre as investigações da Aeronáutica em ! | 30 dias. Até hoje os resultados dessa l F.5 e três Mirage Il para sair em per- | investigação são guardados a sete cha- seguição a supostos Ovnis (Objetos | ves e poucos querem falar do assunto. | Voadores Não-Identificados). A ope- | “Não me lembro de coisas de dez anos k ração que mobilizou o sistema de de- | atrás”, esquiva-se o coronel Cerqueira, fesa aérea do País foi desencadeada | hoje chefe do Serviço de Proteção ao | pelo coronel Ozires Silva. Em 19 de | Vôo, em São Paulo. Outros, com me- maio de 1986. logo depois de ser no- | lhor memória, evitam comentar o re- | s autoridades militares do Brasil, | ao menos publicamente, não cos- | tumam dedicar espaço em suas agen- | das para tratar de fenômenos ufológi- cos. Há exatos dez anos, porém. & Ae- ronáutica chegou a deslocar três caças meado presidente da Petrobrás, o co- | sultado da investigação. “Foi uma ocor- ronel voltava de Brasília a bordo de | rência excepcional, mas não chegamos | um avião Xingu e ao se aproximar da | à nenhuma-explicação”, sustenta o bri- | Base Aérea de São José dos Campos | gadeiro Moreira Lima. Procurado por | (SP) avistou alguns discos luminosos | ISTOÉ, em São José dos Campos, onde | — também registrados pelos radares do | mora, e em São Paulo, onde trabalha, o i avião. O próprio Ozires resolveu ini- | ex-ministro Ozires Silva não atendeu à | ciar uma perseguição às tais luzes, en- | reportagem. Apesar do silêncio oficial, po quanto acionava pelo rádio o Centro ! os si não pretendem arquivar : Integrado de Defesa . em eo rr esse caso definitiva- | | Aérea. Depois de três : mente. O episódio será Do horas, as luzes sumi- tema de um livro, já em | ram do mesmo modo fase final, do presiden- | que apareceram, miste- te do Instituto Nacional | riosamente. de Investigação de-Fe- | Na época, o então nômenos Acroespaciais ministro da Acronáuti- (Infa), Claudeir Covo. ca, Octávio Moreira “Os cidadãos têm o di- H | Lima, assegurou que os io. | feito de conhecer esse ! -? caso. Conto com a li- | .Ovuis “eram pelo me- nos 20.” O coronel- 1 aviador Ney Antunes : Cerqueira, então chefe do Centro de Opera- ções de Defesa Aérea, beração do relatório da Aeronáutica para termi- | nar o livro”, reivindica ouífólogo. | Rita Moraes O ex-ministro Moreira Lima: sem explicações

Fonte: Arquivo Nacional, fundo Objeto Voador Não Identificado (SIAN) — código de referência BR DFANBSB ARX.0.0.443.