Estranhos, mas caseiros, aqueles discos de Irajá.
1969 · Local não identificado · Ministério da Aeronáutica
- Código de referência
- BR DFANBSB ARX.0.0.76
- Período
- 1969
- Local
- Local não identificado
- Órgão
- Ministério da Aeronáutica
- Documentos
- Recorte de imprensa
- Páginas
- 1
Resumo do caso
conteúdo editorial do siteRecorte de imprensa de 1969, preservado no fundo OVNI do Arquivo Nacional (SIAN), que revela a origem caseira dos "discos voadores" avistados em domingos sucessivos no subúrbio de Irajá, no Rio de Janeiro. Segundo a reportagem, um grupo de moradores, durante um jogo de cartas, apostou que conseguiria fabricar e lançar os objetos, construídos a partir de balões juninos de papel inflados com gás e pintados com tinta aluminizada; ao girar e refletir a luz do sol, subindo e descendo com as correntes de ar, eram tomados por verdadeiros discos por quem desconhecia sua procedência. O texto registra uma sequência de protótipos cada vez maiores — apelidados "Jaraguá" e impulsionados por dezenas de balões de gás — e nota, como curiosidade, que nenhum dos engenhos teria sido encontrado após a queda.
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ESTADO 5. “Discos voadores” — Descobriu-se que. os ultimos na Guanab voadores” sur; de Irajá. Página Da Sucursal do Rio Os moradores do suburbio de Irajá, no Rio de J nhos” foram fabricados naquêle gumas, pessoas de espírito Por sua vez, aos autores da brincadeira têm-se divertido pelos jornais, segundo as | varias pessoas têm visto nestes ultimos domingos, nhos objetos realizando aereas fora do comum”, grupo de morado: mingo jogando fcartas nu! estabelecido naquele suburbio. Durante o jôgo surgiu to sobre os “discos ocasião em que um nentes do grupo apostou que se- ria capaz de fazer e de lançar um dêsses engenhos. O projeto foi explicado e ime- diatamente melhorado pelas su- gestões apresentadas ao autor da idéia. Para construir o “dis- co” os seus invento! fizeram inicialmente, com papél comum, um balão junino do tipo chama- do “tangerina”, isto é, achatado e com as bordas arredondadas. Em vez de equiparem o balão com bucha, o grupo introduziu. no seu interior balões de borra- cha cheios de gás leve. Depois de hermeticamente fechado, o balão de papel foi pulverizado pelo lado de fora com uma tinta aluminizada, cuja formula foi in- e d ão logo foi lançado, o “disco” elou-se á altura do seu nome, pois em razão do seu formato, sempre que recebia uma golfada de vento punha-se à girar, como se fosse movido por um meca- nismo interior. Além disso, ao gi- rar, seus gomos produziam re: flexos luminosos causados pela luz solar, impressionando mesmo aqueles que o tinham fabricado. Conforme atingia zonas quen- tes ou frias de correntes aereas, o engenho subia ou descia hori- zontalmente, efetuando mano- bras realmente estranhas para uma nave aerea As rapidas que- das e ascei do balão, alia- das a sua rotação e ao seu bri- invulgar, fo o suficiente que fosse tomado para os que desconheciam a sua origem como um verdadeiro “disco voa- dor. recebeu o nome de “Jaraguá 1º e foi impulsionado por 12 balões de gás. Seu sucessor, o “Jaraguá N”, já voou sustentado por 20 balões. O “Jaraguá HI” lançado Esse primeiro “disco” de, pro- porções relativamente pequenas, ' PAULO, NSIS4 Br im construidos no Estranhos, mas caseiros, | aquêles “discos” de 1 anteontem bateu o recorde em materia de tamanho, uma vez que levava em seu bojo nada me- Tap do que 40 balões de gás. “Para domingo que vem os “dis- cofilos” de Irajá prometem o lan- camento de um “super-disco”, Se- gundo afirmaram, este engenho terá quase 10 metros de diams- tro e será impulsionado por 80- balões de gás. O mistério Entretanto, em toda essa histo- ria há pormenor que os proprios fabricantes não sabem explicar e que dá portanto ao caso um to- que de misterio: é que até hoje ARX: "ui pa 6 MAI 1969 “4 não caiu nenhum dos “discos voa- dores” lançados do suburbio de Irajá. O grupo acredita que os seus “discos”, sendo feitos de papel, rompem-se após algum tempo, de- pois de acumular suficiente umi- dade atmosferica, e deixam esca- par muitos dos seus balões de gás, caindo logo a seguir com os balões remanescentes que não possuem força suficiente para “no ar. Entretanto, até , ainda não encontra- ram em nenhum jornal noticias referentes ás “aterrissagens” dos seus engenhos. 1 i
Fonte: Arquivo Nacional, fundo Objeto Voador Não Identificado (SIAN) — código de referência BR DFANBSB ARX.0.0.76.