Desclassificado

O fiasco dos discos voadores.

1968 · Local não identificado · Ministério da Aeronáutica

Código de referência
BR DFANBSB ARX.0.0.203
Período
1968
Local
Local não identificado
Órgão
Ministério da Aeronáutica
Documentos
Relato
Páginas
7

Resumo do caso

conteúdo editorial do site

Documento preservado no Arquivo Nacional, este dossiê reúne a tradução integral de artigo do jornalista americano John G. Fuller, publicado na revista LOOK em 1º de maio de 1968, sob o título "O fiasco dos discos voadores". O texto relata as controvérsias internas do Comitê Condon, grupo de cientistas contratado pela Força Aérea dos Estados Unidos e sediado na Universidade do Colorado para conduzir uma investigação oficial sobre objetos aéreos não identificados, cujo custo ao contribuinte americano chegava a quase meio milhão de dólares. Segundo o artigo, a pretensa imparcialidade do estudo foi contestada por membros do próprio comitê, resultando em demissões, renúncias e acusações de que a investigação não seria conduzida com rigor científico adequado.

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rá ARX. do3,p. 4/3 NE O FIASCO DOS DISCOS VOADORES : Re (Por John G. Fuller) A história extraordinária do ''truque!! de meio milhão de dólares, para fazer os americanos acreditarem que o Comitê Condon ' estava conduzindo uma investigação objetiva. (Tradução integral do artigo pu- blicado na revista LOOK de 1! de maio de 1968). Uma estranha série de incidentes verificados! no estudo de objetos aéreos não identificados na Universidade de Colorado le- vou vários membros do Comitê de cientistas a um quase motim, Phds à demissão, “. além da renúncia da assistente administrativa do projeto. O estudo, anunciado E como uma investigação científica totalmente objetiva de um dos mais estranhos fenômenos dos tempos modernos, já custou ao contribuinte quase meio milhão dé dólares, O Comitê deverá apresentar seu relatório no fim do anos O anúncio feito pelo Secretário da Defesa em outubro de 1966 de que a Força Aérea tinha selecionado o Dr. Edward V. Condon e a Universidade do Colorado para contratá-los para úma investigação sobre ob jetos aéreos não identificados foi bem recebida, tanto pelos céticos como pe- los que acreditam na existência dos discos voadores, O Major Donald Keyhoe e o Comitê Nacional de Investigações de Fenômenos Aéreos (NICAP), que se constituia num dos maiores! críticos da investigação da Força Aérea anunciou publicamente sua intenção de colaborar cautelosamente e ofereceu seus préstimos e os do NICAP e seu siste- “ ma nacional de investigação ao novo grupo de pesquisas. Condon, então com 6 anos de idade, físico notável e presidente em exercício da Associação America na Para o Avanço das Ciências, e da Associação Americana de Física, lutara '! contra o Comitê de Atividades Anti-Americahas e dirigira o Escritório Nacio - nal de Padrões do Governo dos Estados Unidos, de 19145 a 1951. Sua liderança 5 demonstrada nessas ocasiões, parecia prometer objetividade científica no estu do. Só dois detalhes pareceram intranquilizar alguns observadores: quatro dos cinco investigadores anunciados eram psicólogos e, além disto, Robert J. Lew, coordenador do projeto e homem-chave das operações do estudo era formado(grau de mestrado) em administração de empresas (embora fôsse bacharel em engenha - ria elétrica). Alguns críticos sentiram a necessidade de mais cientistas fÍsi cos. Condon assegurou-lhes que mais tarde o Comitê estaria mais bem balancea- - do e realmente isso aconteceu, a O Comite sofreria seu primeiro contratempo já em outubro de 1966, quando uma manchete do Denver Post anunciava: "Universida de do Colorado repele estudo de OANIS!!, Low. era citado como tendo declarado ! que o projeto de estudo de OANIS "estava bem perto dos critérios da não acei- tabilidade!! como função da Universidades, Mas os problemas maciços de início do projeto! deixaram pouco tempo para se debater tal declaração, Receberam-se comunicados nos quais o Dr. J. Allen Hynek, Chefe do Departamento de Astronomia da Northwestern University, e um dos poucos cientistas do país que tinham egéuda do 9% OBNIS Maia ; temeuma ao Comitê Jodos on smbormatáto Qu Nliwa .

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o “Ark. dog par .- 2 nos seus vinte anos como consultor científico da USAF. Depois, autoridades éo “ moo Major Keyhoe e Richard Hall, da NICAP, o Major Hector Quintanilla, da in “vestigação de OANIS da USAF e o Dr. James McDonald, físico do Instituto de FÍ sica Atmosférica e catedrático do Departamento de Metereologia da Universida- ««2y de do Arizona, juntaram-se ao grupoe McDonald tinha levado a cabo uma extensa investigação por conta própria, Depois de examinar centenas de relatos bem do cumentados de avistamentos por pilotos militares e civis, operadores de radar policiais, observadorhs técnicos de gabarito, além de leigos equilibrados, Mc Donald rejeitara como inaceitáveis as explicações costumeiras para os "discos voadores", tais como: raios-bola (plasma), alucinações, fraudes e interpreta- ções erradas de fenômenos comuns. Concluíra que somente "competências cientí- ficas incrivelmente limitadas haviam participado dos estudos da Força Aérea ' - dos Estados Unidos nos últimos quinze anos e que infelizmente, durante todo esse tempo, a comunidade científica e o público vinham sendo repetidamente in «Pormados de que só estavam sendo usados talentos científicos respeitáveis. .e! Desde o princípio houve atrito entre o Dr. Me Dorald e Robert Low, coordenador do projeto. Low, que fala baixinho, macia e o reservadamente, contrastava frontalmente com McDonald, que é extremamente im- pulsivo e francos O relacionamento entre o grupo do Colorado e' o NICAP era de capital importância, O NICAP era grande, bem organizado e pode ria fornecer informações em escala nacional. O Nicap esperava que o grupo do Colorado retivesse sua objetividade científica, concentrando-se nos dez por cento de casos de "alta credibilidade'"assim como os que eram estudados pelo Dr. McDonald. a A primeira turbulencia afetou o novo projeto! em fevereiro de 1967. Condon, pressionado por pesadas responsabilidades em suitos projetos públicos e de educação, não podia ficar muito tempo nos escri tórios do projeto. Low assumia a maior parte das responsabilidades quanto à tomada de decisões, Mas no dia 25 de janeiro, Condon, conhecido pelo seu esti lo leve e anedótico, falou perante um grupo da Cigma XI, a fraternidade cien- tífica honorária. O jornal "Star Gazzette" de Elmira NY, assim reportou seu discurso: "Os objetos aéreos não identificados não têm nada a ver com a Força Aérea"... disse o Dr. Edward Condon, na noite de quarta-feira... O Dr. Condon não deixou dúvida sobre suas idéias a respeito: "é minha inclinação recomen - dar agora ao governo para acabar com este negócio. Acho mesmo que não há nada de aproveitável". E, sorrindo acrescentou: eu não tenho a intenção de gastar! outro ano procurando uma conclusão". à reportagem declarava ainda que Condon dissera: "o que sempre achamos bobagem é entrevistar pessoas que dizem que ti veram algum tipo de experiência... Não sei de nenhum caso em que o fenômeno ficasse lá até depois que a pessoa contasse ... e parece singular que essas ! pessoas preferissem voltar para casa, para depois contarem o que viram!, Keyhoe sabia de casos onde ''o fenômeno ainda ! estava lá depois que a pessoa contasse! e onde os observadores não tinham ido para casa antes de contarem o sucedido. Keyhoe estrilou, pois sabia que Con- dom aim Ouvir Saia AL Junouiro ML Capo mm MOR) & Gr Menta dO

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A RX. dO3,p.3)% 3 membros do Comite havia completado qualquer pesquisa significativa, O proje to só tinha três meses de idade. Disse na ocasião a David Saunders, membro! do projeto: " tenho de admitir que estou chocado com essas declarações, Afi nai, isto é ou não é uma investigação científica?" Condon escreveu a Keyhoe dizendo que alguns dos seus comentários tinham sido tirados fora do contez- to. O NICAP lançou a seguinte declaração: "Ainda que retenhamos algumas re- servas quanto às impressões acerca das atitudes do Dr. Condon, que nos che- “garam pela imprensa, não vemos nenhuma razão para aderir aos céticos que ! pensam ser o projeto a mais recente manobra da Força Aérea e de sua campa - nha de ocultação. Conhecemos vários dos cientistas adidos ao projeto, esta- mos satisfeitos de modo geral com seu espírito largo e seus planos meticulo sos coa! A cooperação com o NICAP tornou possível! estabelecer um Sistema de Alarme, e os investigadores eram agora despacha - dos para relatórios de campo, Saunders dava particular atenção às pesquisas de campo como também a um livro-mestre de casos, além de discussões de ca - sos mais importantes entre os membros do Comitê, Low estava dando considerá vel liberdade de movimento na maneira de tratamento que eles davam ao pro - blema. Condon, a alguma distância em seu gabinete, não aparecia frequente - mente fazendo que alguns do Comitê se sentissem frustados quando tentavam ' encontrá-lo. Durante esse período, pareceu-lhes iguslmente que vários casos potencialmente interessantes eram rejeitados para investigação por Low por razões especiosase Outro investigador científico juntou-se ! ao projeto, o Dr. Norman Levine, que imediatamente sentiu a atmosfera carre gada entre Low e os membros do projeto. O próprio Condon foi ouvido quando! dizia que desejava que o projeto devolvesse a verba, Um bacharelando, membro do Comitê, que ti nha sido convidado a fazer uma exposição para uma associação de professores começou a procurar por detalhes específicos a respeito da origem do projeto. Disseram-lhe que ele talvez encontrasse alguma informação nos arquivos aber tos sob o título "Contrato com a Força Aérea e Antecedentes". O sistema de arquivos não confidenciais e abertos era parte política geral de manter o projeto fora da categoria capa-e-espada. Num outro memorando, Low dissera:- "0 ponto-chave, parece-me, é que nossos arquivos não sejam seguros, não se- jam confidenciais e que nem possam se-lo ... É inconsistente com os propósi tos de uma Universidade manter secretos quaisquer registros de atividades ! de pesquisa ou outros registros quaisquer.! O citado membro do Comitê achou a maior ! parte do contrato bastante aborrecida de se ler, mas num memorando escrito! por Low e dirigido a funcionários da Universidade, em 9 de agosto de 1966 , havia alguns detalhes significativos. Intitulado "Alguns pensamentos sobre! o projeto OANI", tinha sido escrito antes da assinatura do contrato. Nele, dizia Low: "... Nesse estudo deve ser conduzido quase que exclusivamente ! E

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ARX. do3,ph/+ vo , b por céticos que, embora provavelmente não possam provar um resultado negati vo, poderiam e talvez conseguiriam reunir um conjunto impressionante de pro vas de que não há realidade nas observações. O "truque! seria, penso eu, a- presentar o projeto de tal forma que, para o público, ele pareça um estudo! totalmente científico, apresentando porém para a comunidade científica, a À magem de um grupo de céticos que fez o máximo para ser objetivo, mas que te ve uma expectativa quase nula de comprovar um "disco!'', Uma maneira de fazer isto seria concentrar as investigações não no fenômeno físico em si, mas sim nas pessoas ou grupos que dizem ter visto OANIS; se a ênfase for coloca da nesta questão, mais do que no exame do velho problema da realidade físi- ca dos "discoa", creio que a comunidade científica compreenderá rapidamente a mensagem ... Estou inclinado a crer, neste estágio preliminar, que se fi- zermos a coisa direito, esforçando-nos em conseguir as pessoas adequadas e tivermos sucesso na apresentação da imagem que queremos dar à comunidade científica, poderemos liquidar esta tarefa, para nosso benefício." Quando Levine leu o memorando, ficou inquie to ante a palavra "truque'! e acerca da frase que recomendava que a investi- gação "parecesse um estudo totalmente objetivo para o público". Outros do Comitê experimentaram idêntica reação. Em seguida, muitos membros do Comite voltaram a se inquietar novamente ante as notícias de que o Dr. Condon deci dira-se a assistir a um congresso de "ufologistas! em New York em junho.Era simplesmente uma convenção de pessoas ''por fora! e pretensas testemunhas de ocorrências não documentadas e extremamente divertidas. No dia 18 de setembro, Condon, Low e Saun - ders voltaram a se encontrar após muitas semanas. Como resultado da leitura do memorando de Low, Saunders estava plenamente convencido da inadequação ! do tratamento dado ao problema dos OANIS, Seria fácil, como percebera, con- centrar-se no caso de doidos e farsantes e maneirosamente eliminar qualquer possibilidade de considerar o problema com seriedade, O encontro durou tres horas. Low falou a maior parte do tempo. Condon parecia cansado, à posição! de Low foi a de que Saunders estava metendo o nariz onde não era chamado, ! A de Condon foi a de que nem sabia do que Saunders estava falando, Saunders foi levado a acreditar que, se a chance da hipótese da inteligencia extra - terrestre (ETI) se consubstanciasse, o anúncio do resultado seria levado '! pessoalmente por Condon diretamente à Força Aérea e ao Presidente, e nunca! cairia no domínio público. Saunders sentiu-se preocupado, porque haviam lhe dado a entender anteriprmente que o relatório seria entregue primeiro à Aca demia Nacional de Ciências e depois, simultaneamente, ao público e à Força! Aérea, Sentiu que não poderia deixar as coisas como estavam. Marcou-se um novo encontros o Nessa ocasião, Kejhoe declarou peremptoria- mente que o NICAP iniciaria uma forte resistência contra o Comitê Condon e não mais seriam fornecidos a este dados e material. A razão alegada foi um novo pronunc.tamento feito por Condon no Simpósio de Espectroscopia Atômica! po nnddtiio nto AD a 0 “mm tra Godin Md. tam 1% di Mlimadno de 196% Um allato do todo Promumes

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ARX. do3 p.5/+ EA - A . , 5 ciamento chegou às maos do Dr. McDonald, atraves de carta de um colega seu da Universidade do Arizona, o Dr. William S, Bickel, professor assistente! de Física naquele estabelecimento. "A fala do Dr. Condon foi engraçadíssi- ma", escreveu Bickel, mas para mim foi uma surpresa e um desapontamento. O Dr. Condon fez questão de enfatizar coisas ridículas. Falou de uma oferta! que lhe foi feita por um "contacte" (Nota: gíria americana que designa pes soas que afirmam ter entrado em contacto com tripulantes de "discos!'), que ofereceu-se para apresentá-lo à tripulação de um "disco", em troca de uma soma respeitável a ser depositada num banco ... Disse que deixara o caso ! de lado, pois provavelmente era uma fraude... O que sinto em relação aos OANIS é o que sentem muitas pessoas - não sei o que são, mas acredito que as pessoas estão vendo coisas reais e que um ataque ao problema por parte de cientistas desvendará o mistério - sejam eles quem forem... Q efeito nf tido da fala do Dr. Condon foi zero, senão, negativos Respondendo a Bickel disse MeDonald:- "os birutas são tão imediatamente reconhecíveis, que nín- guem precisa perder tempo com eles... Custe a compreender porque qualquer" grupo científico devesse receber explicações de qualquer membro do Comité! do Colorado acerca de marginais malucos...” . Uma palavra a respeito veio de Keyhoe, ! “segundo o qual ele estava esboçando uma longa carta ao grupo de estudos do Colorado e que o NICAP iria reconsiderar sua cooperação somente se as res- postas a uma série de perguntas fossem satisfatórias, Em 27 de setembro o "ROCKY MOUNTAIN NEWS (Denver, Colorado) publicou esta manchete:- "Chefe do Grupo de Pesquisas ! de OANIS desencantado."! Condon teria dito então:- "Estou quase inclinado a pensar que tais estudos devam ser interrompidos, a não ser que alguém apa- reça com alguma nova idéia a respeito... O século XXI talvez morra de rir com algumas coisas que fizemos. Isto (o estudo de OANIS) pode ser uma de- lase* à maioria do Comité começou a pensar em várias proposições, incluindo a renúncia em massa ou então a distribuição! de um comunicado à imprensa ou de um relatório minoritário. Outra proposta foi o estabelecimento de um grupo independente de cientistas para explorar os relatos racionais e eliminar a fixação na área dos malucos, Houve con - cordância geral que um estudo objetivo do problema deveria ser feito e que descobertas, acuradas e não pré-concebidas, deveriam ser distribuídas à A- cademia Nacional de Ciências, público e Força áérea. Uma confrontação com Low e Condon foi arranjada e este lamentou que suas declarações tivessem a parecido na imprensa, Vários membros do "staff" verbalizaram sua preocupa- ção de que o conteúdo e forma do relatório refletissem o que eles sentiam" agora, ou seja, o preconceito dos dois e que isto seria injustamente nega- tivo para o projeto, O pessoal do "staff! especulou se Condon não estaria! cansado ou desencantado. Ele permaneceu um enigma para todos porque sabia- se bem pouco dele, Posteriormente num encantra informal am Vemoa, mo dia 1 de Vegano da 1962, Saumdis, beuime Me Donctd 2 ÀMjue e

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ARX: dos, pe ó so z “concordaram que uma nova organização poderia ser formada exclusivamente por 6 membros de nível profissional, designados para assegurar a continuação de um estudo inteligente do problema dos OANIS fosse o resultado do Relatório! Condon, negativo ou positivo. Depois que Hynek foi embora, McDonald soube ! do memorando de Low pela primeira vez e ficou chocadíssimo, No dia 19 de ja neiro de 1968 Low telefonou para MeDonald na Universidade do Arizona, MeDo- nald lembrou a Low do tom claramente negativo das declarações públicas de Condon, inclusive de sua preocupação inquietante com elementos desequilibra dos. Trouxe também à tona a omissão de Condon, no que tocavá à investigação pessoal de casos ou de não ter perguntado ao menos alguma coisa a qualquer! membro do Comitê que estivesse fazendo um estudo sério de OANIS, McDonald '! deixou claro que não era contra descobertas negativas. O que o aborrecia e- ra que as descobertas negativas já estavam sendo claramente anunciadas tan- to por ele (Low) como Condon. Low bateu-lhe o telefone furioso. McDonald preparou uma longa carta a Low, recapitulando suas queixas, Low não se ani- mou a ler a carta senão no dia 6 de fevereiro, Nela, McDonald dizia pela '! primeira vez o que achava do memorando, citando a Low frases sobre o "Tru - que". "Estou intrigado com tais pontos de vista", escreveu McDonald, "embo- ra entenda que eles sejam inteiramente honestos para o senhor, além do que esta parte dos registros presumivelmente não estaria ao alcance de uma ins- peção nos arquivos abertos do projeto... À sra, Mary Louise Armstrong, que tinha trabalhado estreitamente com Low como sua assistente administrativa , estava no gabinete quando Low terminou a leitura da carta. Low explodiu, di zendo que fosse quem fosse que tivesse dado o memorando a McDonald, deveria ser despedido imediatamente. Depois pareceu acalmar-se. Na quarta-feira, 7 de fevereiro, Saunders ! foi intimado a comparecer ao gabinete de Condon, estando presentes este e Low. Questionou-se sobre o memorando. Será que Saunders saberia da existên- cia do mesmo ou como foi apanhado? Saunders disse que o memorando era ape - nas parte do problema. Isoladamente não era tudo. O que importava e estava! em jogo era a integridade científica, Condon, furioso por não ter sido in - formado a tempo de que McDonald sabia do memorando, disse a Saunders:-"Por'! um ato como este, você deveria ser arruinado profissionalmente." Saunders ! replicou dizendo que Condon e Low pareciam estar tratando dos sintomas e '! não da doença. Lembrou o esforço de todo o Comite para conseguir que os do- is modificassem seus modos intratáveis. Recapitulou uma longa sequência de fatos lembrando a Low que ele tinha bloqueado a investigação de um Tantásti co caso de OANI, em particular, Low protestou dizendo que a investigação ' deste caso estava encerrada, Nenhuma menção desabonadora foi feita ao tra- balho de Saunders propriamente ditos. O Dr. Levine foi intimado a comparecer ao ! gabinete ainda durante a presença de Saunders, que fez menção de ali perma- necer. Low levantou-se de sua cadeira e empurrou-o porta afora. Levine irri tou-se com a expulsão de Saunders. De novo começaram as perguntas sobre o memorando, Levine disse que estava em Denver quando o memorando foi entre - Could rol, quo” * Qua Ao DE E O Xquia Ande, du - -, - ADA

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ve. ARX- do p + “ 7 viu nada de mais no feito. Condon replicou perguntando porque Levine não lhe trouxera o memorando. Levine respondeu que havia pouca possibilidade de co- municação efetiva com ele (Condon) diante dos seus pronunciamentos públicos, Contou a Condon que Low batera-lhe com a porta na cara quando ele mencionara a manipulação (por Low) de uma caso na Base Aérea de Edwards e lembrou-lhe ! que Condon em pessoa sugerira que ele, Levine, saisse de circulação, pretex- tando doença quando estava programado para fazer um pronunciamento no Obser- vatório de álta Altitude do Colorado. Condon acusou-o de deslealdade e trai- ção e Levine replicou que a lealdade a um objetivo científico tinha precedên cia sobre lealdade pessoal. Condon perguntcu-lhe então porque Levine não o convidara para sair e investigar casos importantes. Levine deu a entender que achava que era dele o dever de convidar o Chefe de uma investigação para investigar. À querela durou uma hora, quando subitamente Condon dispensou-os Mrs. Armstrong tinha se juntado ao proje to nos seus primórdios, sem nenhuma convicção própria sobre os OANIS. Mas, já em fevereiro de 1967, já estava convencida de que o estudo estava sendo pes- simamente dirigido. Quando, no dia 7 de fevereiro de 1967 Condon contou -lhe que ia despedir Saunders e Levine no dia seguinte, ela pensou em renunciar 1 mediatamente a seu cargo. Mas depois decidiu-se a confrontar Condon com aqui lo que encerava como clara e incontestável documentação de fatores ocultos ! pelo desagrado e baixa moral reinante no Comitê. Conversou com Condon em 22 de fevereiro de 1968 no seu gabinete, Falou-lhe francamente que parecia ha- ver falta de confiança unânime em relação ao coordenador do projeto e sua di reção científica. Salientou que Low demonstrava pouco interesse em conversar com aqueles que levavam as investigações a cabo ou em ler seus relatórios. ! Disse também que, em sua longa associação com Low, este dera-lhe provas ca- bais de que estava tentando dizer o mínimo e da maneira mais negativa possÍ- vel no relatório final, à pedido de Condon escreveu uma espécie de carta de reforço na qual acrescentava que o famoso memorando indicava que Low não es- tava sem preconceitos desde o início, Condon escreveu-lhe então: "Hinha pos ção é de que aquela carta seja assunto confidencial entre nós dois e que re- velá-la a alguem mais será uma falta de ética grave. Mas depois ce longa '! consideração, Mrs. ármstrong concluiu que era de interesse público o de ex- pressar claramente os seus sentimentos. Os outros que abandonaram o projeto tam - bém sentiram-se instados a falar. Quando Condon deixou de responder à sua carta crítica e franca, McDonald levou o assunto perante a Acadenia Nacional de Ciencias num vigoroso protesto por escrito. Saunders e Levine limparam su as gavetas no Woodbury Hall e partiram. : Perguntado sobre o quase-motim no Corpo ! de investigadores, Condon disse não ter nada a comentar. Low declarou também que definitivamente tinha "zero comentários" a fazer sobre as exonerações. Thuraton E. Manning, vice-presidente e das faculdades da Universidade do Colorado deixou claro através de sua secret tá - ria que não tinha nada a dizer. A peram ca PNTNO. a Tede Va des — toludos do lolocdo pogeu a. Tudo qui finedau ritos Por o qua AU 500.000

Fonte: Arquivo Nacional, fundo Objeto Voador Não Identificado (SIAN) — código de referência BR DFANBSB ARX.0.0.203.