Desclassificado

Informe sobre queda de objeto voador não identificado em Morrinhos, estado de Goiás, no qual se encontram anexadas carta do capitão aviador reformado Luís Orlando da Cunha e nova matéria publicada pelo Jornal Opção sobre o assunto.

1981 · SE · Ministério da Aeronáutica

Código de referência
BR DFANBSB ARX.0.0.214
Período
1981
Local
SE
Órgão
Ministério da Aeronáutica
Documentos
Recorte de imprensa
Páginas
6

Resumo do caso

conteúdo editorial do site

Documento classificado como confidencial, produzido pelo Sexto Comando Aéreo Regional (Seção de Informações A/2) em 1981 e hoje preservado no Arquivo Nacional, registra relatos sobre a suposta queda de um objeto não identificado na lagoa da Fazenda Santa Rosa, no município de Morrinhos, Goiás. O informe menciona matéria de página inteira publicada pelo Jornal Opção de Goiânia em 4 de outubro de 1981, bem como carta encaminhada por um capitão aviador reformado, e descreve que duas pessoas que tentaram coletar amostras da água da lagoa teriam sofrido violentos choques elétricos, sendo socorridas na Santa Casa de Morrinhos. Segundo os relatos reproduzidos, a lagoa foi esvaziada, revelando apenas uma cratera de grande profundidade, e o fazendeiro proprietário isolou a área com arame farpado; nenhum órgão estadual ou federal teria se disposto a investigar o ocorrido à época. O documento militar expressa preocupação com o caráter sensacionalista da cobertura jornalística e seus possíveis efeitos sobre a população da região.

Documento digitalizado

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CONFIDENCIAL a MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA | SEXTO COMANDO AÉREO REGIONAL SEÇÃO DE INFORMAÇÕES - A/2 q ' K Mto OBJETO VOADOR NÃO IDENTIFICADO (OVNI) EM MORRT- 2 — OniaEM ...ST/NI COMAR NHOS/GO. 3 — CLASSIFICAÇÃO 0-3 ' 4 DMA — CISA-BR H sea ÃO ANTERIOR .... sieteteto o — DERRRENCIA oe ; INPE nê "059 e 075/SI/VI COMAR/81 y Time RR. coin do Artigo do Jornal e da carta do CAR. oR NUMERAÇÃO nn M Aer R8.l INFORME Nº 088/51/YI COMAR/81 1 4.3.5 O JORNAL OPÇÃO, publicado em GOIÂNIA/GO, na edição de 04 OUT 81, voltou a publicar artigo de párina inteira ao bre a queda de um OVNI em a H0S/GO. Apesar de não acrescen tar nada ao que se sabe, o tamento sencionalista dado a maté ria aumenta a repercussão Ds fatos, o que poderá criar um eli. ma de inquietação entre os habitantes da região afetada. 0 recor te em anexo foi remetido a esta SI pelo Capitão Aviador Refor — mado LUIZ ORLANDO DA CUNHA, residente à RUA DO CAÇÃO, Lote 08. Q-63, JARDIM ATLÂNTICO, GOIÂNIA-GO. .2ctetetezetetetotetetetetudo clcls dd 0 0 0 0 0 0 0 0 0 o an 0 e 0 ea ebcleSedocalocorasozadodo sas Gude ros elates ... .. . .. = * Todo py uNS

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ou Há possibilidades de que o objeto que caiu na lagoa, em Mor- rinhos, seja um reator atômico de algum satélite. Até agora, ne- nhum órgão estadual ou federal se interessbu em pesquisar o fenômeno. À lagoa foi esvaziada tocar na à l C& e O asi objeto da lagoa O » obje to permanece no fundo do 1 lagoa. 1a pote morrer eletrocu na semana passada e, no meio de seu leito, ficou apenas uma imen- sa cratera cheia de água. Duas pessoas que tentaram recolher o líquido para exames quase foram eletrocutadas. Página 18 A Rca di pra) 6

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o vam “ARDo ali, Pp: pie: 2 OUT8! 611 | Peles No fundo da lagoa, ficou apenas uma enorme cratera com vários metros de profundidade. Dois | EA curiosos que tentaram tocarna | q água quase morreram o ruE eletrocutados H ey GR eu sigo sete] rca 7 pt)

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AN Duas pessoas quast morreram cie- trocutadas quando tocaram as águas da represa da Fazenda Santa Rosa onde, há dois meses, um objeto voador ainda não identificado, mergulhou, desaparecendo. Atnigos do fazendeiro Gabriel Estevão Reis, quando o visitavam levados pela curiosi- dade de um objeto ter caído em sua pro- priedade, resolveram apanhar água da tagoa para analisá-la, para detetar uma possível radioatividade. Ao primeiro con- ato com a água, através de duas pequenas zanecas de alumínio, eles foram jogados a ima distância de três metros, de costas, por im “incrível choque elétrico”, conforme leclararam depois, quando socorridos na Janta Casa de Morrinhos. Os dois homens, serderam os sentidos e foram levados às ressas por familiares à cidade, que fica listante oito quilômetros da Fazenda Santa Rosa. Após os primeiros socorros, constatou-se jue eles estavam fora de perigo e retor- iaram, sem as amostras de água, para Joiânia. Tanto o fazendeiro como os nédicos da Santa Casa de Morrinhos, não juiseram revelar os nomes dos homens que juase morreram cletrocutados. Enquanto sso, o proprietário da fazenda se preo- "upou em isolar, com arame farpado, toda : lagoa, temendo que seus animais bebes- em da água. QUEDA DO APARELHO Tudo comecou auando o fazendeiro “Jabriel Estevão Reis colhia bananas em uma roça e um aparelho, com barulho semelhante ao de um avião à jato, decolan do, vinha do céu em direção à sua fazenda Estupefato, ele e seus familiares, assistiram a manobra rápida do objeto que, parecendo dirigido, caiu bem no centro do lago, “As águas da lagoa fervcram durante cinco minutos”, segundo ,os depoimentos do fazendeiro. “Foi como se alguém pegasse um pedaço de ferro em brasa e colocasse em um copo d'água. Todos os peixes da lagoa morreram e até hoje, não há sinal de vida naquelas águas, disse. Logo após a queda do aparelho, o fazen deiro foi visitado pelo seu filho Wagdo Es tevão, estudante cm Goiânia. Ele relatou a« rapaz sobre a queda do objeto c disse temer qualquer tipo de contaminação pelas água da lagoa. Desobedecendo às ordens do pai Wagdo mergulhou no lago, e, tempo depois começou a sentir os primeiros sin- tomas de anormalidade, como insônia, en- jÔo, angústia, dores nas pernas e manchas azuladas em todo o corpo. Em seguide constatou-se que o jovem havia contraíde uma leucemia. Internado em um hospital de Goiânia, Wagdo morreu. “Apesar disso, seu pai não acredita que ele tenha sido con taminado pelas águas da represa, LAGOA ESGOTADA Acreditando tratar-se de um reator atômico de algum satélite, e temendo o alto grau de radioatividade das águas onde ele caiu, autoridades de Morrinhos, resolveram esgotar a represa. Foi feita uma valeta na barragem do lago, no nível do solo da re- presa, para que as águas baixassem. O ar

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DORES e O SAS ESTAR, o RO MRS Er amiíilia, foi posto por terra, quando a g0a secou. Apenas permaneceu, ao cen- dj uma cratera de forma circular de 10 os de diâmetro e seis metros de profun- de. As escavadeiras e o trator de es- as levados até o lago não puderam ser zados porque não havia possibilidade | s trabalharem no leito, sem atolar, e, nbém, não havia meios de afundar o leito eis metros, atingindo o nível do que tam ser o objeto. SEM POSSIBILIDADES impotentes diante do problema, a É pe consultou o engenheiro do Consórcio 'Rodoviário de Morrinhos, Gerivaldo Aires, - que argumentou não haver possibilidade de. resgatar 0 objeto com aquelas máquinas “É - muito difícil. Máquina de esteira não fun- “ciona, a não ser secando o leito da lagoa. Mesmo depois de seco, conforme se vai es- cavando, acaba-se dando na água. Esse trabalho tem de ser manual deve se utilizar uma moto bomba para ir esgotando a água. Ou então, equipamento próprio”. Argu- mentou ainda o engenheiro que esse problema “é de segurança nacional”, Disse que a única coisa que funciona para se chegar até o aparelho é um completo com- plexo de draga. - SEGURANÇA NACIONAL Sobre a afirmação do engenheiro do problema ser de segurança nacional, as opiniões da população de Morrinhos, en- tram em choque. Muitos não acreditam na queda do aparelho. E, os quç acreditam, estão com medo da radioatividade sc cs- palhar e pôr em risco a vida de toda co- munidade, Odete da Veiga Sobrino, dona de casa disse que “não acredito muito nisso. Mas onde há fumaça, há fogo, Por isso, por dinheiro nenhum eu colocaria a mão na água da represa, sabendo que ela deu choque e o menino morreu com aquela doença horrível” Para o promotor público, José Guilher- me, estudante de Ufologia ce interessado em saber que tipo de objeto está encravado na represa, o caso é de segurança nacional. Acredito que nós estamos correndo um enorme perigo. Aquela área deveria ser isolada e se fazer pesquisas no sentido de resgatar esse objeto”, Perguntado sobre o provável tipo de espaçonave que caiu no lago, pelas característi apresentadas nos depoimentos do fazendeiro, o promotor não quis arriscar palpite: “Esse objeto descrito como um enorme charuto, tem a forma de nave mãe, já fotografado e pesquisado pela Nasa ec por diversas outras entidades ufológicas de todo mundo. Mas cu ainda não cheguci a uma conclusão, S4 estou curioso cm «aber que caia

Fonte: Arquivo Nacional, fundo Objeto Voador Não Identificado (SIAN) — código de referência BR DFANBSB ARX.0.0.214.