Médico fotografou um disco voador e muita gente em Lavras também viu.
1969 · Local não identificado · Ministério da Aeronáutica
- Código de referência
- BR DFANBSB ARX.0.0.98
- Período
- 1969
- Local
- Local não identificado
- Órgão
- Ministério da Aeronáutica
- Documentos
- Recorte de imprensa
- Páginas
- 1
Resumo do caso
conteúdo editorial do siteRecorte de imprensa preservado no Arquivo Nacional registra relatos de avistamento de um objeto voador não identificado sobre a cidade de Lavras, no Sul de Minas Gerais, em 1969. Segundo a reportagem, o objeto foi descrito como de grande porte — com cerca de 50 metros de diâmetro e coloração entre laranja e vermelho — e teria se aproximado a aproximadamente um metro do solo na presença de mais de 30 atiradores do Tiro de Guerra 264. O médico-cirurgião Rômulo Furtini Tourini afirmou ter fotografado o objeto de sua varanda, a mais de dois quilômetros de distância, com uma câmera Lubitel-2, embora o filme tenha ficado inutilizável; outros moradores, incluindo um engenheiro eletricista e um fotógrafo profissional, também relataram o fenômeno. O episódio gerou ampla comoção na cidade, com dezenas de testemunhos registrados pela imprensa da época.
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RX.G8)p 4/4 Médico fotografou um disco voador e muita gente em Lavras também viu * BELO HORIZONTE (O DIA) — Mais uma história de disco voador. Desta vez foi em Lavras, no Sul de Minas, Um grande objeto voador foi visto por 30 soldados do Tiro de G a um metro do chão e foi fotografado pelo médico- Rômulo Turini, da varanda de sua casa, | engenheiro eletricista, um fotógrafo profissional e ou- tras 20 pessoas também viram o estranho disco que voou só- bre Lavras, Era enorme, com 50 metros de diâmetro e a côr ficava entre o vermelho e o laranja. Ninguém fala em outra coisa, na cidade; O disco Tôda a cidade de Lavras amanheceu com o povo co- mentando o aparecimento de um disco voador que chegou a ser fotografado e visto a uma distância de até 150 me- tros, depois de correr a ci- dade de ponta a ponta e aparecer radores do Tiro de Guerra 264, de Lavras, a apenas 1 metro do solo. O Dr. Rômulo ara mais de 30 ati-- Furtini Tourinl, médico.ci- rurgião, conseguiu bater uma sério de quatro fotografias do objeto, embora estivesse na varanda de sua casa, dis- tante mais de dois quilôme- tros. O filme foi totalmente riscado pelos movimentos do disco, Um engenheiro-eletricista e inspetor da Viação Férrea Centro-Oeste, José Alfredo Unesé um fotógrafo profissio- nal de Lavras, Paulo Reis, o sargento França Ferreira, do Tiro de Guerra; e seus atiradores, além dos depoi- mentos de dezenas de outras pessoas de Lavras, confir- mam que a cidade foi real. mente visitada por um ob- jeto desconhecido, de côr às vêzes indefinida, outras de um laranja avermelhado, che- gando a medir quase 50 me- tros de diâmetro. Até agora tóda a população da cidade só fala em disco voador, em- bora os que não viram ain- da continuem não acreditan- do, totalmente, na estória, mas chegam a admitir a exis- tência do disco voador nos céus de Minas e de todo o mundo. Médico fotografou O médico Rômulo Furtinl 'Tourini, nome muito respei- O médico explicou como conseguiu obter êstes negativos, mostrando | e movimento do «objeto voador» “brar-m fica e de que nela havia u tado em tôda a região, ne cipalmente depois que êle e seu colega Dr. Hugo de Pai- va Teixeira suturaram o co- ração de um paciente que es- tava morrendo, salvando-o, está entre os que afirmam o fato. Mais recentemente, - o Dr. Rômulo, chefiando uma equips médica composta dos Drs. Hugo e Mílcio Senisuo- ci, salvou Maria Nazaré Na- ves, que chegou à Santa Casa de Lavras com uma fa- ca cravada nas costas e que penetrou até o pulmão di- reito. Ela chegou em estado de choque hemorrágico, mas foi salva e teve alta comple- tamente recuperada, Foi o Dr. Rômulo quem contou para o repórter como êlo ficou sabendo da exis- tência do «objeto estranho». Seu depoimento, na integra, é o seguinte: — «Estava em minha ca- sa, com minha espôsa, cunha- da e sogra, quando recebi um telefonema da casa de meu sôgro avisando-me de que uma luz muito forte es- tava parada sôbre a cidade, nas proximidades da tórre de transmissão da Rádio Cultura de Lavras. Fui ver o que era e fiquei apavora- do, mas ainda consegui; lem- e da máquina fotográ- e virgem, Chamei minh ília para ver 0 objeto, en- quina. A noite estava nubla- da e tive a certeza de que a luz não poderia nunca ser proveniente de satélite, es- trêla ou luz artifical mas- sim alguma coisa que não havia visto antes, de brilho alaranjado no centro e bran- co na periféria». Continua gravando para o repórter e fica emocionado só em falar na aventura que passou, tentando ver se con- seguia uma boa foto do ob- jeto. Não gosta de falar* que se trata de disco voador. pois acha que êles existem e de- pois das fotos tem certeza disso, mas sempre prefere di. * zer que «era um objeto es- tranho». «A primeira foto que eu bati foi com medo de que o objeto desaparacesse, A má- quina com distância 1,4; dia- fragma 8 é velocidade 60. O filme era de 125 asas, Orvo, fabricado na Alemanha e qmi- nha máquina é «Lubitel-2», própria para amadores como eu. Vendo que o objeto não saia do lugar, voltei para dentro de casa, regulei nova- mente a máquina e bati vá- rias fotos, em diversas velo- cidades e aberturas de dia- fragma. Depois o objeto des- locou:se para a direita, para cima, voltou para baixo e foi desaparecendo, porque o meu ângulo de visão era muito bom». Agora o problema Ficou dois dias com o fil- me na máquina, pensando se mandava para revelar ou esquecia o acontecimen- to. A curiosidade e a vonta- de de saber se o filme havia sido sensibilizado foram maiores do que o medo de passar por «doido», por ter visto um «disco-voador». Aguardou também se ouvia comentários de outras pes- soas sôbre oq fato dos dias anteriores, embora não fizes- se nenhuma questão de ouvir. Mas, outras pessoas viram o disco. O Sargento do Tiro de Guerra e quase tôda a sua turma de atiradores. O enge- nheiro José Alfredo Unes. A senhora Emília Vilela e sua cunhada Geralda Sousa Cos- ta, que é de Belo Horizonte e está em Lavras a passeio. Estas pessoas, tôdas da mais alta responsabilidade e con- ceituadas na cidade, seriam incapazes de falar mentira. coragem ao Dr. Rômulo para mandar revelar o filme. A hora da surprêsa «Depois que soube que ou- tras pessoas viram o «obje- to», mande; o filme para re- velação, procurando o fotó- grafo Paulo Vitor Neves, do «Foto Flash», esperando na- da encontrar. Mas, para sur- prêsa minha, apareceu no filme um objeto estranho, sendo que, em cada chapa, tinha-se a impressão de que eram dois». O fotógrafo, Pau- lo Neves, afirmou que quan- do o Dr. Rômulo viu que existia alguma coisa “ «saiu pulando de alegria, satisfei- to, por saber que o que vira resimente existia»
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Fonte: Arquivo Nacional, fundo Objeto Voador Não Identificado (SIAN) — código de referência BR DFANBSB ARX.0.0.98.