Morto o viajante do disco voador.
1969 · Local não identificado · Ministério da Aeronáutica
- Código de referência
- BR DFANBSB ARX.0.0.99
- Período
- 1969
- Local
- Local não identificado
- Órgão
- Ministério da Aeronáutica
- Documentos
- Recorte de imprensa
- Páginas
- 1
Resumo do caso
conteúdo editorial do siteRecorte de imprensa de Goiânia, preservado no fundo "Objeto Voador Não Identificado" do Arquivo Nacional, registra o relato do lavrador Adelino Roque, de 25 anos, morador de Ituaçu (GO), que em 20 de abril de 1969 teria sido interceptado por uma luz intensa enquanto cavalga à noite e acordado horas depois às margens do Rio Parnaíba, em Itumbiara, cidade que desconhecia e distante de sua rota. Familiares e conhecidos afirmaram que, a partir daí, o homem antes descrito como calmo e trabalhador apresentou profunda alteração de personalidade, fixação na "luz" que o teria carregado e sinais de perturbação mental progressiva. Cerca de um mês após o incidente, Adelino desapareceu com uma sobrinha de 16 anos; ambos morreram, e a explicação relatada pelos moradores foi alucinação provocada pelo objeto e pela luz que lhe teriam aparecido na estrada. O documento não apresenta investigação oficial e reproduz exclusivamente depoimentos de familiares e testemunhos locais coletados pela imprensa.
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Página 1
- GOIÂNIA (0 5 Um dos casos mais estranhos ocorreu com o ans Adelino Roque, de 25 anos, casado, residente no muni. de Ituaçu, que, segundo depoimentos de pessoas de sua ia, foi carregado num disco-voador, e acabou louco, morrendo, mais. tarde. Modesto, moderado e trabalhador, o pobre homem transformou-se não tendo mais possibilidades de viver normalmente. Estranha viagem — Seu tio, o comerciante José Marcorio, contou que, em - 20 de abril, Adelino queixava-se de forte dor de dente. Eram 19h30m. O dentista recusou-se a extrair o dente, porque era - domingo. Diante disso, o lavrador despediu-se dos tios, mon- tou o cavalo e rumou para a sua fazenda, distante 12 qui- lômetros de Ituaçu. Não demonstrava nenhuma perturbação mental. Havia percorrido dois quilômetros .quando notou que era seguido por uma luz. Não se perturbou, e continuou a arm, Andou mais 200 metros, e a luz baixou, iluminando o Rio Serradinho, onde o cavalo matava a sêde. O animi assustou-se, porém Adelino prosseguiu no caminho. Cem m tros adiante, o lavrador sentiu um impacto, tudo indi Ee hipnotizado. Uma luz fria lhe alcançava as co! jato de luz atingiu seu peito, e, então, era terrivel! juente. Nesse momento, baixou em sua cabeça um objeto lecido, imobilizando-o, Ao mesmo tempo, se apro- ou e arrebatou o cavalo. Sem saber como e impossibili- tado de narrar os lances seguintes da aventura, Adelino Ro- que acordou, às 5 horas do outro dia, à margem 4 Rio arnaiba, -em Itumbiara, cidade que não conhecia. Estava sentado numa pedra, diante de caudalosa corrente de água, êle que só conhecia o Meia-Ponte e o Serradinho. Ali ficou, imóvel. Só deu conta de si ao chegar um carroceiro, que lhe fazia perguntas. Adelino pediu que o levasse para casa, e o outro demonstrou a maior RA observando que Ttauçu ficava a um dia de viagem. Sua surprêsa aumentou uando o lavrador afirmou que saíra de lá há pouco menos le uma hora. O carroceiro nem acreditou na história, por- que as frases de Adelino não pareciam ter lógica. Conduziu-o até a estrada, fêz com que pegasse um ônibus e transmitiu recomendações pato: ta, inotria o seu ponto de des- tino. As 1 êle chegava à Rodoviária de Ituaçu, e já não era o mesmo, observando-se c sua personslidade. Seu próprio pai, Neno Roque, informa ajante do disc os que seus olhos estavam vidrados, semelhantes aos de | -alucinado. Estava roxo, a pele se traía, à déc ea de formato. Logo, no entanto, se Ro O caso firmado pela espôsa do lavrador, D. Ivani. gs = pera eta modificação em | »1.90 prd/4 AR 99H “in 1969 Cá se con orte misteriosa Ao retornar à Cidade no dia 21, Adelino pedia que não - deixassem “a luz” carregá-lo novamente, Afirmava que ela estava se aproximando, e dirigia novos apelos para A família, acabrunhada, não sabia o que fazer. Não entendia. como um homem tão simples e tão normal, um pobre analf: var-se. beto, sófrera mutação tão profunda. Na mesma em miu o lavrador, desapareceu uma sua sobrinha, menor. ogó os moradores do lugar divulgaram que os dois tinham ções amorosas e haviam fugido juntos. A família contes- va a autenticidade da versão. Adelino era bem casado e ha quatro filhos, sempre se dedicando, de corpo e aos seus. O fato é que tio e sobrinha morreram. A expli- cação encontrada era a alucinação, causada pela luz estranha e pelo objeto desconhecido que lhes aparecera na estrada. homem fugiu em 25 de maio, de um mês depois do aparecimento do disco-voador. Dessa vez, levou a so- . brinha, de 16 anos de idade. “É a loucura; êle nunca foi mais o mesmo; ficou alucinado; pobre criatura!” — excla- mavam, E salientavam que, em estado normal, nunca agiria daquele .modo. “Ficou louco!” — repetiam. Sua espôsa era uma das que lamentavam o destino e inocentavam o coitado. O cunhado, Anacleto, disse que Adelino era seu confi- dente e nunca lhe escondeu nada. Contou-lhe o fenômeno do disco-voador, insistindo, mesmo, para que a Itum- biara, para a história, Constatou, tamb��m, a radical. transformação ida em o. Acrescentou que, se êle cometeu o sui alou, é que recuperou a consciência e . Ninguém sal i | que circunstâncias morreram êle e a sobrinha, Sui Pacto de morte? Efeito da loucura ocasionada por estranhos fenômenos? Eis o mistério. : Adelina Francisco Roque e o marido, Alcino ) Roque, revelaram a hora em que Adelino morreu: 5 horas da manhã. Contaram que isso aconteceu em sua casa. Ade- . lino e a sobrinha entraram na residência. Ele gritou ; porta, que Ra morrer nos braços do cunhado, e Togo Hotal de” Itunçu O cheio do Serviço de Elia Técnica, le Ituaçu. e do x a Ê o do Derito-esicatnal * Sr. Leonardo Rodrigues, acompan! Válter Agapito, só chegou à Cidade depois do sepultamento, tendo tomado o depoimento de pessoas da família das viti- mas, para enviar relatório ao Secretário de San Foi solicitada a iene de um médico-le; do cadáver do lavrador e realização dos exames nece:
Fonte: Arquivo Nacional, fundo Objeto Voador Não Identificado (SIAN) — código de referência BR DFANBSB ARX.0.0.99.