Desclassificado

Ofício n° 645-SA encaminhando solicitação de informações sobre ocorrências de avistamento de objetos voadores não identificados em maio de 1986.

1996 · Local não identificado · Ministério da Aeronáutica

Código de referência
BR DFANBSB ARX.0.0.468
Período
1996
Local
Local não identificado
Órgão
Ministério da Aeronáutica
Documentos
Relato
Páginas
14

Resumo do caso

conteúdo editorial do site

Em dezembro de 1996, a Câmara Municipal de Assis (SP) encaminhou ao Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), em Brasília, o Requerimento nº 274/96, de autoria do vereador João Batista Paraíba Serezani, solicitando informações oficiais sobre os eventos ocorridos no céu brasileiro na noite de 19 de maio de 1986. Naquela ocasião, segundo reportagens e relatos de ufólogos anexados ao documento, aeronaves militares brasileiras teriam rastreado e perseguido cerca de vinte objetos não identificados detectados por radares, que mudavam de velocidade e cor de forma inexplicável — episódio que chegou a ser reconhecido publicamente pela própria Aeronáutica à época. O ofício menciona ainda a existência de um grupo local de pesquisadores do fenômeno OVNI em Assis, interessado em ampliar o conhecimento sobre o caso. O documento integra o acervo do fundo "Objeto Voador Não Identificado" do Arquivo Nacional.

Documento digitalizado

Página 1 de 14 — Ofício n° 645-SA encaminhando solicitação de informações sobre ocorrências de avistamento de objetos voadores não identificados em maio de 1986.
Página 1 de 14

Ative o JavaScript para folhear todas as páginas e usar o zoom.

Transcrição automática (OCR)

Texto extraído automaticamente dos documentos digitalizados — pode conter erros de leitura. O scan original prevalece.

Página 1

Poe — ARX. dGT 4/49 de ESTADO DE SÃO PAULO RUA JOSÉ BONIFÁCIO, 1001 - CX. POSTAL 275 - CEP 19800-000 - FONE / FAX (0183) 22-4144 ASSIS. SP - anil [ q Assis, 04 de dezembro de 1996 ne E ad Per Riema Dag qeradagat SD - Oficio nº 645-SA “Tas ASSUNTO:- Encaminha Requerimento 274/96 AUTORIA:- Isabel Cristina M. Bertogna o/ autoria do Vereador João Batista Paraíba Serezani Passamos às mãos de Vossa Senhoria cópia da propositura em referência, aprovada nesta Casa de Leis em | Sessão Ordinária realizada no dia 03 de dezembro do corrente ano. No ensejo, reiteramos protestos de alta estima c apreço, subsorevendo-nos por um, ASSIS GRANDE CN Spade NILTON S. FERNANDES DUARTE | PRESIDENTE Ilustríssimo Senhor Chefe do CECOMSAER (Centro de Comunicação Social da Acronáutica) Brasília - DF. MaAfiems

Página 2

ARX: MET LT1Q Em Camara Municipal de Assis v Ra Da ELSE ta LS ESTADO DE SÃO PAULO edi ENCAMINHADO(A) PROTOCOLO | E eu: 03.12.04 | ae eu ph. (2,96 oricio ne (UC CAMARA MUNICIPAL DB PRESIDENT . ASSES Protocolo 2.0... 122 4 REQUER/MENTO Nº 274 ido eus DE a6 : ae oo: DM ga do dezembro de 1096 AUTOR: VEREADOR = REQUER INFORMAÇÕES DO COMANDO DA e AERONÁUTICA, SOBRE NOVOS DADOS QUANTO A MOBILIZAÇÃO NO CÉU E BRASILEIRO EM MAIO DE 1.986. Requeiro a Mesa, ouvido o Plenário e atendidas as formalidades regimentais, seja oficiado ao Chefe do CECOMSAER - Centro de Comunicação Social da Aeronáutica Esplanada dos Ministérios em Brasília - DF, solicitando que Sua Excelência informe a esta Casa de Leis, o que mais aconteceu, além do que se soube através das reportagem que enviamos anexo, sobre a mobilização no céu brasileiro, quando aeronaves brasileiras, sofreram perseguições por OVNIS,(Objetos “não identificados). Em nossa cidade existe uma entidade que agrega os conhecimento de mais fatos que aconteceram na noite de 19 de maio de 1.986. Ficam os ufólogos preso na expressão: Quando um cientista ilustre, mas “idoso”, declara que alguma coisa é possível, quase certamente tem razão. Quando declara que alguma coisa é impossível, muito provavelmente está cerrado. “Lei de Clarke”. SALA DAS SESSÕES, em 03 de dezembro de 1.996 o ufólogos da região, porém, sem condições maiores de pesquisas mais profundes para acer setar

Página 3

ARX as, «3/44 . — « . . ques . MAIO DE 86. no no . A MOBILIZAÇÃO NO CEU BRASILEIRO A noite de 19 de maio de 86 não pôde passar sem um pronunciamento A QUelce cr Quando um cientista ilustre, mas “idoso”, declara que alguma coisa é possivel, quase certamente tem ra- ão. Quando declara que alguma coisa é impossivel, muito provavel- mente está errado. (Lei de Clarke) Precisamos tomar muito cuidado para lalur que isso ou aquilo é im- possivel, pois parece quê o destino dos homens do planeta Terra é rea- lizar ou provar coisas impossíveis. 1º) Clauber Covo, engenheiro eletrônico de pro- elução e acpuiuau, é vldlogo desde 1973, tendo tunclado u CEPU (Centro de Estuclos c Pesquisas Ulolúggicas!. Comspondáia para Caixa Pontal at 42.706, CEP 01299, Capital, SP, duo dulce me Por Claudeir Covo (*) STF A casuística mundial prova que a perseguição de aviões por OVNIs não tem sido tão rara como se pensa. Na história da humanidade sempre existiram cientistas aparentemente competentes, que promulgaram as leis do que é iécnicamente possível ou impossível, demonstrando, às vezes, que estavam inteiramente er- rados enquanto a tinta da caneta mal secara. Nos dias atuais tudo continua igual e certamente conti- nuará a ser assim no futuro. Recentemente, em 19 de maio de 1986, tivemos um “show” de discos voadores no céu brasileiro, a ponto de as autoridades da Acronáutca vi- rem a público afirmar que o espaço aéreo brasileiro foi invadido por vinte objetos de origem desconhe- cida, os quais foram detectados pe- los radares, foram acompanhados por aviões a jato, se movimentavam em altas velocidades, passando de 250 a 1.500 km/h em fração de segundo, sem causar o boom característico, mudavam de cor, mudavam de trajetória, subiam, desciam, sumiam instantancamente do radar e apareciam, aos olhos do observador, em outro lugar, acom- panhavam os aviões, ficavam para- dos, faziam ziguezague, ciusaram à interrupção do tráfego aéreo em várias áreas, saturaram os radares, causaram interferência nos equipa- mentos dos aviões a jato, laziam curvas em ângulos retos (90º) em altíssimas velocidades, sem deixar + das autoridades da Aeronáutica. Afinal, o próprio cel. Ozires Silva tomou parte ao Ê daqueles fatos, oS mesmos que nossos cientistas ainda não querem aceitar. º + impormeo 2 AUG e

Página 4

rastros Como as aeronaves conven- ! cionais. Isso tudo foi informado * oficialmente, e deve ser menos de “20% do que realmente aconteceu. No meio oficial, comentou-se muitas coisas que não foram men- cionadas nos depoimentos, tais como: quando o F-5E cra seguido por treze OVNIs, o piloto fez um : looping para licar de frente com tais t objetos, o que não [oi possivel pois os objetos também fizeram o looping com o avião. Comenou-se que um objeto veio em alta velocidade e, de repente, parou bem à frente do «avião, cmi rota eminente de colisão, + saindo em seguida, a toda veloci- f dade, deixando o piloto totalmente . apavorado. ao Considerando-se apenas as infor- , mações oliciais, esses fatos só po- dem ser explicados dentro do con- texto do fenômeno OVNI ou sim- plesmente disco voador. O que im- er: é a origem desses objetos, provavelmente extraterrestres, e a sua tecnologia indiscutivelmente muito avançada e totalmente desco- nhecida pelos cientistas do planeta Terra. Nossas autoridades da Aero- náutica não souberam explicar o que cram esses objetos, limitando- se a dizer que só podem dar expli- cações técnicas, e essas explicações cles não as têm. Foi formada uma &- comissão de estudos para analisar os latos, e à conclusão certamente Jjumais será do conhecimento pú- blico. De certa fonna, de positivo fi- cou q fato de a Acronáutia brasi- leira reconhecer publicamente que o nosso espaço aéreo é invadido constantemente per estranhos obje- s de origem desconhecida, e, de egativo, ficou o lamentável fato de que vários cientistas tentaram expli- car o evento, dando um total de vinte c uma explicações distintas para um simples avistamento de .— “OVNI. Algumas tão infants que é É dificil acreditar que partiram de cientistas. Os ulólogos brasileiros e de ou- tros países já estão acostumados à esse circulo vicioso, no qual todas as vezes: que acontece um fato ufoló- gico de conhecimento público al- guns cientistas, Quase sempre os mesmos, dão entrevistas aos meios de comunicação totalmente contra =» à hipótese dos discos voadores. Fotos: conasia Arquio de Claude Covo Quem é o culpado dessa situação? Os ufólogos, os cientistas ou os re- pórteres que procuram as pessoas erradas para explicar o que não co- nhecem, Ora, se eu tenho um pro- blema no coração, jamais irei pro- curar um inccânico para resolver o meu problema. O que obscrvamos em alguns cientistas é que eles que- rem explicar um faro ufológico como algo relativamente simples e conhecido, sem, no mínimo, anali- sar os fatos. Isso não acontece só no campo ulológico, mas em todos os campos Filme obtido na zona cem do Riá de Janeiro, no dia 21 de maio de 86. Objeto filmado na cidade de Maringá, PR, no dia 22 de maio ds 86. RE: da ciência. Essas pessoas esquecem que a imaginação é um dos princi- ais requisitos de um bom cientista. importante ter um sólido conhe- cimento científico, o “sentido” da ciência e uma imaginação real- mente Ilexível. O mais espantoso é a velocidade com a qual aqueles que em certo momento declararam “é impossivel” passam a dizer “eu sempre disse que podia ser feito”. Parecem mais políticos do que cien- tistas. Mas quais as razões que le- vam um cientista à não admitir a existência dos discos voadores?

Página 5

mec aa TO Alm cem apeme o a 4 came Vea * mas é mais facil negar do que pro- Contra fatos não há argumentos. A ufologia é riquíssima em fatos, var. Esses cientistas são conservado- res, têm medo de cair no ridículo, ficam cegos pelos seus preconceitos, são incapazes de ver o que está dire- tamente na frente deles, recusam-se a aprender com a experiência ou o “ assunto altera suas bases morais, so- ciais e religiosas, não sabemos, mas a história do homem está repleta de exemplos dessa natureza, que mais tarde se revelaram errados. O CONTROLE: GRAVITACIONAL Parece que a única coisa que se- para o possivel do impossível é o fa- tor tempo. Através dele, muitas coi- sas impossíveis passaram a ser possiveis, e as que hoje são impossi- veis certamente serão possíveis no futuro. O próprio lenômeno UFO nos mostra como será o nosso (u- turo: controle da-força gravitacio- nal, teletransporte, viagens para ou- tros sistemas estelares, invisibili- dade, controle total da matéria (átomos) realizando tansmutações, e muitos outros fatos ufológicos se- rão de domínio total dos nossos cientistas do amanhã. Os ciros do passado em nada tém alertado certos cientistas, que fizem questão de tapar o sol com u peneira. Houve uma época em que se disse que estavam cundo pedras do céu, e os cientistas explicaram que isso era impossível. Mais tarde descobriram-se os meteoros. No sê- culo passado, por volta de 1880, a idéia da luz elétrica era um absurdo para muitos cientistas, menos para Thomas Alva Edson. Quando as primeiras locomotivas estavam. sendo construidas, os dentistas afir- mavam clamorosamente que a “su- locação” seria "o destino daqueles que atingissem a terrivel veloadade de 50 km/h. No início deste século, os cientistas cram quase unânimes em declarar que o mais pesado que o ar eru inipossível e. que tentar “onstruir aeroplanos seria dar pro- as de loucura. Na década de 1920, a idéia do vôo espacial também era uma loucura. Em 1957, quando era colocado em órbita terrestre O pri- meiro satélite artificial, um famoso cientista e inventor disse ao mundo que O homem jamais poria os pés ww ARXMES,p-S/44 na Lua, fato que os repórteres lhe cobraram em 1969. Enfim, teria- mos milhares de exemplos para mostrar que a palavra “impossivel” foi inventada pelos fracos, pessoas que não têm a-capacidade de enxergar um palmo na frente do nariz. Também não seria assim tão sur- preendenie se muitas coisas tidas como impossíveis se tornassem rea- lidades graças a brilhantes cientistas que insistiram em suas idéias, tendo como exemplo o fenômeno ufoló- gico. O próprio Einstein já falava em controle gravitacional na sua teoria da unificação dos campos. De onde surgiu essa possibilidade? Analisando casos de discos voado- res? Infelizmente, esse gênio mor- reu antes de concluir sua teoria. Mas será que hoje já teríamos o controle gravitacional se Einstein a tivesse concluído? Sabemos que a Nasa gasta fortunas em pesquisas, inclusive sobre o controle gravita- cional. O discos voadores nos mos- tram que esse sonho certamente será uma realidade - é só uma questão de tempo. O mais importunte é que a tec- nologia é o resultado de novos sis- temas e não o aperleiçoamento de sistemas antigos. Hoje auzamos O oceano Atlântico cem vezes mais rá- pido do que há duzentos anos. Não que os barcos andem cem vezes mais rápidos, mas sim porque hoje temos aviões u jato. Atualmente o vôo com aviões a jato É coisa corri- queira, mas era um sonho há du- zentos anos, uma fantasia impossi- vel de sc pensar. Fernão de Maga- lhães levou dois anos para dar uma volta ao mundo, mas hoje um as- tronauta leva apenas noventa minu- tos. No seriado “Cosmos”, de Carl Sagan, falou-se do projeto sofisti- cado do jato de Guerra Bussard, que poderia viajar com uma veloci- lade próxima à da luz para aplicar uma dilatação relativística especial do tempo. É somente um projeto? Ainda é um sonho? Os norte- americanos já falun em utilizar o ônibus espacial para construir naves dessa natureza no . Ai en- volve não só o fator tempo mas também o fator dólares. Com uma nave dessa, na velocidade de 99,99% da velocidade da luz, poderíamos percorrer 37 anos-luz em dois me- - ses, ou seja, iamos atingir qualquer uma das trezentas estrelas contidas em um raio de trinta anos- luz. Enquanto para os passageiros da nave espacial passariam somente dois meses, para os habitantes da Terra passariam 37 anos. TROCAR ACUSAÇÕES POR PESQUISAS Os russos já conseguiram ficar muitos meses no espaço, o que faz parte do preparo de uma viagem tripulada ao planeta Marte. Lou- cura? Sonho? Ou uma realidade eminente? Parece que o homem veio do espaço e que o seu destino é retornar à ele. A todo instante os discos voadores nos mostram essas. possibilidades, mas há cientistas que não acreditam e falam com uma ig- norância arrogante. Há alguns anos, o fisico César Lates deu uma entrevista à imprensa na qual afir- mou que a vida é privilégio do pla- neta Terra em todo o cosmos, e que a vida extraterrestre é um verda- deiro absurdo. Hoje a- grande maioria dos astrônomos e fisicos acreditam na vida extraterrestre, porém não crêem que esses seres nos estejam visitando por meio de discos voadores. Esses cientistis di- zem que uma nave tipo Voyage 1, viajando a uma velocidade de 50.000 km/h, para alcançar a estrela mais próxima do nosso sistema so- lar, a Alfa do Centauro, distante 4,3 anos-luz, levaria aproximadamente 100.000 anos. Seriam gerações e ge- rações dentro de uma nave espacial. Isso é válido para a nossa atual tec- nologia, que tem apenas trinta anos na área das viagens espaciais. Ora, como estará a tecnologia de viagens espaciais de uma população de se- res extraterrestres que tenham um milhão de anos à nossa frente? Via- jando a 50.000 kmyh? . Um fato muito interessante é que o cientista Carl Sagan não acredita em discos voadores, mas aceita pu- blicamente o caso ufológico que en- volveu o casal Hill (20/09/61, EUA). Ficou muito dificil para os dentistas explicarem como a sra. Betty Hill, uma simples dona-de-casa, sabia das distâncias tão precisas de um grupo de estrelas, distâncias essas que só foram conhecidas dos astró- nomos em 1969, com a publicação é f coiipemm

Página 6

q go. catilogo Gliese. Na .ufologia “mundial há milhares de casos; ri- quissimos em detalhes, envolvendo dezenas de milhares de pessoas per- [eitamente normais, mas alguns “ cientistas preferem simplesmente alirmar que essas pessoas são “lou- cas”, no lugar de pesquisarem a his- tória que elas contam. Esses cientis- tas deviam unir-se e provar cientifi- camente que os discos voadores não existem. Esses cientistas têm viseiras tão fechadas que, se alguém entre- gar um disco voador a eles, é mais Para o astrônomo Roberto Boczko (foto men do que provável que ainda assim eles não acreditarão. Quando anali- samos os seus depoimentos, princi- mente em relação ao evento de 19/05/86, verificamos que são ab- solutamente infundados e total- mente desencontrados; nenhum deles parou para analisar os depoi- mentos das autoridades da Aero- náutica. Eles só conseguiram provar duas coisas: 1) Que não conseguem entender-se entre si. 2) Na sua ten- tativa de provar que não era fenô- meno extraterrestre, que não co- O FILME DA MIKSOM mp or), o objeto registrado neste filme não pode ser um corpo celeste. MARX TG Er opsa nhecem os fenômenos terrestres. E é lamentável que eles tenham dado tantas explicações, algumas total- mente conllitantes entre si. Acredi- tamos que eles devem ser bons pro- fissionais, que realizam seus traba- * lhos com competência, mas tudo indica que nunca pesquisaram um único caso de disco voador. . AS TESTEMUNHAS Recapitulemos os pronuncia- mentos oficiais sobre o avistamento de maio/86, a fim de compormos Este filme foirealizado em 29 de maio da 1986 pela equipo de. vídeo da Miksom,do pródio do Banco do Estado de São Paulo, início da avenida São João. Até agora, todas as análises realizadas comprovam que foi filntado um autént- co disco voador. de forma esfórica, tendo de 6 a 8 metros de diâmetro. O cbjeto se encontrava aproximadamente a 10km de distância, sobre a Serra da Cantareira, o foi inclusive detectado palos radares de São Paulo. O depoimento do astrônomo Robertô Boczko sobre o filme é de granda importância, pois descarta a possibilidade de engano com algum astro celeste, Disse elo que: “A maior semelhança seria com a lua, mas como ela foi filmada em outra posirão, do lado direito, então não pode ser.” “Nenhum planeta tem um brilho com tamanha magnitude,” "Estrela nessa posição não tem nenhuma com esse brilho.” “A menos que fosse um tipo de refração anômaia, uma espécie de miragam, que faz com que a imagom apareça em uma posição em que ela realmente não está.” “Esso objeto não deve ser confundido com nenhum astro celeste, e a explicação deve ser procurada em algum outro campo e não na astronomia.” ez,

Página 7

- gr um quadro daqueles acontecimen- tos. Brigadeiro Otávio Júlio Moreira Lima, ministro da Aeronáutica: “Entre 20h00 (19/05) e 01h00 (20/05) pelo menos 20 objetos fo- ram detectados pelos radares brasi- leiros.” ' “Saturaram os radares e inter- romperam o uúlego na área.” “Toda vez que os radares detec- tam objetos não-identificados os ca- ças levantam vôo para identifica- ção." “Radar só detecta superfices sóli- das, objetos metálicos e nuvens (missas) pesadas. Não havia nuvens “nem aeronaves convencionais na região. O céu estava limpo. Radar não tem ilusão de ótica.” “Só podemos dar explicações técnicas, e não as temos.” “Seria muito dilicil para nós fa- larmos sobre a hipótese de que es- ses objetos seriam de origem exta- terrestre.” “A hipótese de uma guerra cle- trônica é muito remota, € não é o caso aqui no Brasil.” “E fantástico. Os sinais nos rada- res cram bem claros.” O ministro constituiu uma co- missão para estudar o evento. Coronel Ozires Silva, presidente da Petrobrás: “Dizem que foi um salto muito “grade entre a presidência da Em- braer e a presidência da Petrobrás, que subi tanto que cheguei a ver disco voador.” “Quando nos aproximávamos de São José dos Campos, a bordo do avião Xingu PT-MBZ, Brasilia pediu para observarmos alguns pontos que estavam sendo detecta- dos pelo radar, « que não estavam registrados conto vôos regulares dentro daquela área.” “Na altura de 600 metros, vimos pontos luminosos, de cor laranja- avermelhado, com brilho muito m- tenso.” “Tentamos nos aproximar das luzes, mas desistimos. As luzes.apa- gavam e acendiam em lugares dife- rentes (10 a 15 segundos) Observa- “MOS variações muito rápidas de ve- locidade. ; “As luzes tinham presenças reais, eram alvos primários no radar, al- 16 Comandante Pereira da Silva: “Eles voavam vos positivos, uma coisa concreta.” “Se não fosse detectado pelos ra- dares, eu não teria falado nada.” “Está registrado em fitas pelo ra- dar" “Não consegui identificar nada.” Comandante Alcir Pereira da e ni der ARX-“6F, PIA 208 em grande velocidade.” Silva, co-piloto do avião Xingu PT- MBZ: ê “Vimos luzes laranja- avermelhadas.” (O comandante foi o primeiro a ver as luzes.) “Parecia uma estrela bem lumi- nosa.” “Informamos a torre de São José

Página 8

: Vê Capidio Brisola Jordão: “H dos Campos que iriamos perseguir o did “Eles voavam em grande veloci- dade.” “A luz desapareceu como se ti- vesse dpagado (instantaneamente). ” “Foi uma experiência incrível.” “A única prova que temos é o re- « Ca pitibtosi eaios gistro deles no radar de nossa aero- nave.” Major-aviador Ney Antônio Cer- queira, chefe do Centro de Opera-' ção de Defesa Aérea (CODA): * “Não temos condições técnicas operacionais para explicar.” ARA tetp Ss fai “O aparecimento e desapareci- mento desses objetos nas telas dos radares são inexpliciveis.” “São Movimentos Aércos Não- Identilicados (Mani).” “As fitas com as comunicações entre pilotos e controladores, entre controladores das áreas de Brasília, São Paulo € Anápolis e os relatórios dos pilotos dos F-5E e dos Mirages serão estudadas. para posteriores conclusões.” “Os instrumentos técnicos usa- dos para a identificação das luzes ti- veraum problemas para registrá-las.” “O CODA acionou dois F-5E « três Mirages para identilicarem os objetos. Um F-5E e um Mirage lica- ram de prontidão no solo.” “Fato semelhante aconteceu há 4 anos (Caso Brito).” “As luzes se movimentavam a uma velocidade entre 250 e 1.500 kmdh.” . . “A Acronáutica não dá o caso por encerrado.” Tenente Francisco Hugo N. Frei- tas, do controle de operações: “Os objetos foram detectados pelos radares de Santa Cruz; Con- gonhas, Anápolis e Brasília,” “Os rackres detectaram 20 ceos no total.” “Durante alguns instantes, O F-5E loi perseguido por 13 objetos.” “O objeto deslocava da esquerda para a dircita, parou e começou a deslocar-se no sentido oposto ao da “aeronave.” Tenente-aviador Kleber Caldas Murinho, piloto do F-5E, primeira aeronave a levantar vôo: “Tive um contato visual c um contato com o meu radar de bordo de algo que parecia um ponto de luz; o qual estava distante 12 milhas à minha frente, distância esta tam- bém confirmada pelo radar de solo,” (Solreu interferências nos seus insurumentos de bordo.) “O objeto se deslocava da es- querda para a direita, depois come- çou a subir,” “O objeto variava de cor; verde, vermelha e, branca. Predominava a cor branca.” “O objeto estava a 10 km de al-. tura € na velocidade acima de 1.000 km/h.” “Segui até as 200 milhas sobre o 7

Página 9

a ser -gceano Atlântico.” (Não conseguiu “aproximar-se e nem identificar o objeto.) “Não tive medo porque eu gosto do desconhecido.” Capitão-aviador Márcio” Brisola Jordão, piloto do F-5E, segunda ae- ronave a levantar vôo: “Próximo a São José dos Cam- pos, o radar detectou vários conta- tos, dez a 13 pontos, a 20 milhas de distância.” “O céu estava limpo, mas eu não via nada,” “OQ radar de solo [oi informando a aproximação dos objetos: 20 mi- lhas, 15, 10, 5, de repente havia 18 objetos atrás de minha aeronave, a 2 milhas de distância, seis de um lado a sete do outro, durante vários fiinutos. Após manobrar a aero- nave, os objetos haviam desapare- cido.” “Não vi lorma, não vi veloci- dade, não vi variação de altura e não mudou de cor.” "VYoou durante .1h20." “Não tive medo porque não via nada me ameaçando.” Capitão Armindo Souza Viriato de Freitas, piloto do Mirage: “O céu estava limpo, mas ele só percebeu o objeto pelo radar; o ob- jeto estava a 20 km de distância.” “Como não tinha razão de apro- ximação, resolvi aumentar a veloci- dade até 1.350 km/h, e me aproxi- mei do objeto até 6 milhas de dis- Rância.” “O objeio sc deslocava para frente e sc movimentava de um lado para o outro no escopo do meu ra- car (em ziguezague). * “De repente, o pomo desapare- ceu no escopo do meu radar.” Mujor-brigadeiro-do-ar Sócrates Monteiro, comandame do IV CO- MAR, Cambuci, São Paulo: “Hã muitos anos Csses casos vêm sendo registrados.” “Passaram de 250 para 1.500 km/h em frações de segundo.” “A FAB lihnou todo o evento em video teipes.” “90% vem explicações, 10% não.” “Pode ser que se explique por uma disfunção eletrônica dos mda- vês “É possível que não se constate o que foi.” É Deve-se ressaltar que os pilotos de Mirage e F-5 são considerados os melhores do Brasil, pois fazem inú- meros cursos de especialização e ja- “ mais iriam confundir meteóros com OVNIs. Quando lemos o curriculo dos pilotos que levantaram vôo na- quela noite de 19 de maio, temos uma boa idéia da sua experiência profissional: 900 missões, 2.000 ho- ras de:vôo, e assim por diante. Aliás, sô uma a, cada quinhentas essoas consegue tornar-se um pi- oto de caça da FAB. Os acronautas da aviação comer- cial do aeroporto de Cumbica, São Paulo: Negaram-se a comentar o fato; à abordagem do tema OVNI pode representar muitos problemas para o prolissional de aviação; temem represálias por parte da empresa. O coronel Adalberto Resende . Rocha, chele do Centro de Relações Públicas do Gabinete do ministro da Acronáutica: ã Não permitiu que certas per- guntas [ossem respondidas, tais como autonomia c armamento das acronaves, alegando serem de cari- ter sigiloso. AS EXPLICAÇÕES - PARA O FENÔMENO Passemos, agora, a transcrever e analisar alguns depoimentos de fisi- ARXt6B, po 9 [48 cos, astrônomos e demais especia- listas que foram procurados pelos órgãos de comunicação para pres- tar o seu esclarecimento, E per- ceberemos o desconhecimento .e a precipitação por trás de muitas: de suas explicações desencontradas. * Paulo Marques, fisico, jornalista e prolessor: “Responsáveis homenis da ciência supervalorizaram, de forma apres- sada c impensada, o aparecimento, nos céus de São Paulo, dos tais OVNIs.” “Discordo de um notável vidente desses OVNIs, o atual presidente da Petrobrás, o coronel Ozires Silva.” “A vida em outros oro da Via Láctea é um deiro ab- '* surdo.” “Era noite de Lua cheia. A luz da Lua refletiu no corpo do avião.” “Os radares detectaram meteo- ros.” a . “São OVNIs espidesdos EUAc da URSS, que lunçium acronaves não- tripuladas e movidas a controle re- moto.” “Quero, como brasileiro, que meu veiculo continue à ser movido a derivados de petrólco, c não por forças cósmicas, como talvez poderá pretender o coronel Ozires.” O lisico Paulo Marques prova- velmente ouviu o galo cantar mas não sabe onde, c não leu nenhuma noticia sobre os depoimentos das

Página 10

3º cad. Pi, U easunio e 14 autoridades da Acronáutica. Todas as vezes que o coronel Ozires Silva deu entrevistas, ele sempre fez ques- tão de frisar que não sabe o que viu, falando apenas que avistou peque- nos pontos luminosos a distân- cia, de cor avermelhada. Em ne- nhum momento ele alegou ter visto OVNIs. Como pode a luz da Lua refletida no corpo do avião ser de- tóttida por radares? Como pode meteoros perseguirem, durante al- guns minutos, um avião a jato? Ernest Hamburger, fisico da USP: “Não acredito ser um fenômeno extraterrestre.” “Deve ser um fenômeno terres- ve” “Não sei o tipo de coisa que foi visto.” “Podem ser fenômenos elétricos de bolas de fogo que se movem,” “Se Houver vida em outros pla- netas, os seres devem ser tão dife- rentes que nem dá para imaginar.” Eno às opiniões dos ufólogos, ele diz: “Bobagem, igualmente bo- bagem.” ; O fisico -Emest Hamburger não atrédia na hipótese extraterrestre desses objetos, o que é um direito dele, mas suas explicações não es- clareccram nada. Disse que podem ser bolas de fogo mas não sabe o que loi visto. As bolas de fogo en- volvem quatro tipos distintos de fe- nômenos: . DA pressão causada pela movi- mentação das placas tectônicas no subsolo causa à ionização de gases, que podem chegar à superficie atra- vês de trincas do solo nas falhas geo-- lógicas, fazem um movimento aleatório e, em seguida, se desla- zem. O tamanho máximo é de 80cm. 2) O atrito dos ventos nos pi- cos das montanhas carregam eletri- camente toda à montanha. De acordo com o material, mais ou menos isolante ou condutor, que constitui o solo, pelo efeito elétrico do poder das pontas, no alto do morro, aparece uma bola ionizada que pula até o outro morro, neutralizando-se. O tamanho má- ximo é de 80cm ec o movimento é em forma de um arço, com veloci- dade constante. 8) O raio bola ou relâmpago globular, um fenômeno atmosférico raríssimo, aparece no meio de um relâmpago convencio- nal, faz movimentos aleatórios, queima se atingir pessoas € some no meio de uma explosão. Também tem um diâmetro máximo de 80cm. 4) O fenômeno UFO. O Ie o 3) já foram reproduzidos em la- boratórios. O 1) e o 2) são chama- dos pelo povo de “Mãe do Ouro”. O físico Hamburger descarta a origem ex- traterrestro desses ob- jotos, assim como as opiniões dos ufólogos. O 1,02€083 têm cor avermelhada. O 4 fenômeno UFO auttn- tico, além da cor vermelha, possui todas as cores do espectro visível, e suas dimensões, a partir das peque- nas sondas, têm de 10 a 60cm e as naves tripuladas têm de 3 a 80 me- tros de diâmetro. As bolas lumino- sas vistas pelos pilotos da Acronáu- tica tinham um diâmetro de 6 a 8 metros, e, pelos fatos narrados, não se enquadram nos três primeiros (e- nômenos. A única explicação, sem a menor dúvida, é o fenômeno UFO. José Zatz, físico: “Pelas informações divulgadas, não se pode afirmar que era OVNL” “Poderia ser um reflexo.” O fisico José Zatz certamente não sabe que um reflexo jamais pode ser detectado por = Foram mais de cinquenta radares que de- tectaram os UFOs de maio. Não acredito que o fisico José Zatz pense que toda a nossa Acronáutica seja . formada por pessoas mentirosas. ' Certamente ele deu sua opinião an- tes de analisar os fatos narrados pe- las milhares de testemunhas, foto- grafados,' filmados e gravados em fitas de radares. Luís Pinguelli Rosa, físico da 18 Mas suas explicações . não lançam nenhuma” luz sobre o fenômeno, * mena

Página 11

E O VI A E -* UFRJ: “Não tenho dúvida de que se trata de algo compreensível pela luz da :» “Não tem nada a ver com obje- tos extraterrestres.” “Aviões não-identificados pro- duzem os eleitos semelhantes áque- les que foram observados.” “Objetos balisticos atravessaram o céu brasileiro a uma altitude baixa.” O fisico Luis Pinguelli Rosa não tem dúvida de que se trata de algo compreensível pela luz da ciência, mas a realidade nos mostra e des- creve como sendo totalmente inex- plicado pela ciência. Gostaríamos de saber que tipo de avião (modelo, fabricante) consegue produzir os eleitos semelhantes âqueles descri- ios pelas autoridades da Acronáu- tica. Deve ser um modelo tão se- creto que só é do conhecimento do físico Luis Pinguelli Rosa. E os ob- Jets balisticos que atravessaram o céu brasileiro a uma altitude baixa, . de onde sairam, onde cairam e quem os lançou? Rogério Cezar Cerqueira Leite, Lisico «e membro do Conselho Edi- 20 torial da Folha de S. Paulo: Não acredita que tenha sido OVNI: “Pode ser puramente um fenômeno atmosférico ou falha nos instrumentos.” x É muito cético em relação a es- ses acontecimentos. O fisico Rogério Cezar Cerqueira Leite falou em fenômeno atmos- férico, o que é muito vago. Existem várias dezenas desses fenômenos ;e nenhum deles fazem o que fizeram os objetos observados em maio. Com relação a falhas nos instru- mentos, isso foi descartado pelas próprias autoridades, pois a ocor- rência foi observada em radares" de vários Estados e nenhum sistema eletrônico oficial apresentou qual- quer defeito. Em certo instante, esse fisico se mostrou como o mais anogante de todos os outros que são contra os discos voadores, embora nem co- nheça os detalhes dos casos ufológi- cos. Em um artigo, publicado na imprensa paulista, Cerqueira Leite inicia dizendo que aparentemente os esquizolrênicos extraterrestres não desistem e fogem esbafori- das quando qualquer coisa humana deles se aproxima. Esses seres, se los Menezes: “Por que olos não descem para um café?” ARX-N6G pr 14/40 Mogi do ele, não são tímidos | ta também têm do se res- friar, pois aparecem somente em noites de Lua cheia e limpidos céus azuis. Ora, qualquer a que co- nhece a agia dológia sabe como esse arrogante fisico está de- sinformado. Será que os seus conhe- cimentos em fisica são iguais aos de ufologia? Pois ele chegou a afirmar que um dos irmãos Villas Boas teria mantido relação sexual com uma extraterrestre, O Cláudio ou o Or- lando Villa Boas devem ter tido um choque quando leram a notícia. O fisico estava se referindo ao caso Antônio Villas Boas (16/10/57, MG). José Goldemberg, fisico, reitor da USP: Após ter sido ntado por um repórter se poderia comentar o pronunciamento do ministro da Aeronáutica, brigadeiro Otávio Júlio Morcira Lima, sobre os OVNIs, disse: “Brincadeira, não.” * O fisico José Goldemberg é um daqueles que preferem não encarar a realidade. Luis Carlos Menezes, fisico da USP: “É necessário comprovar se real- mente foram de os no radar.” “Se foram detectados no radar, então é uma aeronave.” “São eleitos óticos que pregam peças. “São efeitos térmicos com relle- xos de luzes por difração, e você vê a coisa onde a coisa não está (mira- gem)” . “Um país superdesenvolvido re- solveu fazer um teste com os radares brasileiros.” “Uma manobra onde se coloca diante das telas dos radares muitos pontos não importantes de chama- rizes, oluscando o sisterna de'rada- res, que deixam os instrumentos militares, a acronave e 0 foguete en- cobertos.” “Um conjunto de pequenas. ac- ronaves teleguiadas, as quais usam pequenos foguetes com uma geo- metia mais bidimensional, mais plana, alguma coisa mais fina e leve, com propulsão própria e teleco- mandada.” “Nunca pesquisei um fragmento de OVNL.” E

Página 12

“º - * “Ele acredita em seres extraterres- gs oo tres mas não em viagens interplane- | SME: tárias. a O fisico Luiz Carlos Menezes, quando o autor afirmou a um jor- nal paulistano que os discos voado- res existem e são tripulados por se- res extraterrestres, saiu-se com essa: “Ah, é? Então, por que não descem para um café?” Um leitor desse jor- nal, de nome Cyril G. P. Walter, es- Greveu uma ao Menezes: “Os Villas Boas desceram para um cafezinho quando sobrevoaram os xavantes nela primeira vez? Os xa- vantes atacaram o avião - um OVNI para cles - com flechas, con- forme foi fotografado e documen- tado na época. Nós não usamos fle- chas e bordunas, usamos Mirages e F.5.* Esse fisico a cada dia dava uma explicação diferente. Foram pelo menos cinco hipóteses distintas, al- 3 o gurnas delas sem nexo. Ele mesmo acabou-se confundindo com suas explicações. Falou até em miragens dos radares, sendo que o próprio ministro da Aeronáutica afirmou que radares não têm ilusão de ótica ou miragens. Com relação ao teste dos radares brasileiros realizado por um pais superdesenvolvido, isso loi descartado pela própria Ae- ronáutica, por entender que essas aeronaves não se deslocariam sem deixar rastro ou sem provocar o es- trondo característico de uma nave ultrapassando a barreira do som, o que não ocorreu. = = Robeno Godoy, especialista em armamento: é “O Brasil foi espionado por al- - gum país, alguma potência interes- sada em [otogralar, especialmente o Vale do Paraiba, litoral sul do Rio - de Janeiro ce litoral norw de São Paulo,” “É a região estratégica mais im- perua do pais: indústria bélica rasileira (primeira em armas do terceiro mundo), indústria acroes. pacial, Centro Técnico Acroespa- cial, usina atômica Angra dos Reis, principal terminal de recebimento de petróleo (terminal Almirante Barroso em São Sebastião), que faz ligação direta com a Refinaria da Petrobrás, no Planalto Paulista.” “Uma ou duas acronaves, reple- REIS ERON TERESA SAT CINTIA? tas de computadores e sensores, sol- tam cargas externas para criar con- fusão eletrônica, saturação e ilusão de ótica no radar. As cargas são es- féricas, cilindricas e metálicas, que emitem luz colorida, calor e têm propulsão própria por alguns minu- tos.” “Tecnologia muito avançada, dominada pela União Soviética e pelos Estados Unidos, e com uma: geração de atraso pela Inglaterra e pela França.” “Faz parte do jogo de xadrez da politica internacional.” O especialista cm armamento Roberto Godoy lalou em espiona- gem de algum país desenvolvido como EUA, URSS, Inglaterra ou França sobre o Vale do Paraíba. Ora, qual pais correria o risco de invadir o espaço aéreo brasileiro com uma ou duas aeronaves para simplesmente realizar fotografias noturnas? Todos se lembram quando, em setembro de 1983, um Jumbo coreano (oi espatifado por um missil soviético, com 269 pes- soas a bordo, por ter invadido o es- paço aéreo daquele pais. Invadir um espaço aéreo é praucumente dedarar guerra a um país. E as cargas ARX NE, pos [MM ses externas liberadas em nossa atnos- fera, que têm propulsão própria por alguns minutos? Onde caíram? Quem as recolheu e como? Que motor e combustível usam para fa- . zer curvas de 90 graus a 3.600 . km/h? Como explicar que, oficial- mente informado, algumas dessas bolas foram perseguidas por um F- 5E durante uma hora e meia? Ofi- “cialmente essas bolas ficaram três horas em nossa atmosfera, e, extra- oficialmente, através de muitas tes- temunhas, sabemos que o evento iniciou-se às 18h30 e foi até as 02h30 do dia seguinte, ou seja, os objetos ficaram em nossa atmosfera durante oito horas. Como fica a propulsão dessas cargas externas de alguns minutos? Como já foi men- cionado, a própria Aeronáutica descartou a hipótese de espionagem por parte de qualquer pais do pla- neta Terra. Além disso, os Estados Unidos têm satélites que conseguem fotografar uma bolinha de pingue- pongue no solo, por isso eles pode- riam fazer as releridas fotos durante o dia, com muito melhor qualidade e sem qualquer risco. Professor Jaques Danon, astrô- Roberto Godoy: “Tocnologia muito avançada, dominada pela URSS e EUA.” 2a

Página 13

PE a :fi Ha f JH tá já jo nomo e diretor do Observatório Nacional: “São chuvas de meteoros.” “A Terra passa hoje pela órbita do Halley, onde ele deixou particu- las que agora estão caindo no nosso p planta.” Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, astrônomo: “São meteoros.” Alguns astrônomos deviam ga- nhar o Prêmio Nobel, pois desco- briram um novo astro nos céus, um tal de meteoro motorizado que per- segue aviões. E deve ser do tipo he- licóptero, já que consegue parar em pleno ar c depois sair em altíssima velocidade. E, pelas descrições das testemunhas, esses meteoros devem ser tripulados, pois fazem looping e movimentos inteligentes. Dois as- trônomos candidatos a esse prêmio são do Rio de Janeiro: professor Ja- ques Danon e Ronaldo Rogério de y Freitas Mourão, Por que ninguém viu as bolas lu- minosas relatadas em maio quando o cometa de Halley se aproximou da Terra em outubro de 1985 pela primeira vez? Nesse mês também ti- 22 Para o astrônomo Rogério de Freitas Mourão, eram simples “meteoros”. vemos uma chuva de meteoros e ninguém confundiu com discos voadores. Será que os meteoros de maio: eram diferentes? Em maio, realmentestivemos uma chuva de me- tcoros c também um show de discos voadores. A chuva de meteoros foi visível em todo o planeta e o show de discos voadores foi visível so- mente em alguns Estados brasilei- ros. Todos lembram da posição de Mourão no evento do comandante Gerson Maciel de Brito, em 08/02/82. Naquela época, a cada dia o astrônomo dava uma explica- ção diferente. No fim ele mesmo já não sabia o que as 150 testemunhas, a bordo do avião tinham visto. Um Tato muito interessante é que agora a Acronáutica confirmou que o disco voador que seguiu o avião do comandante Brito nha sido detec- tado pelos radares do Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), o que na época foi negado. Teriam os radares detectado o planeta Vênus? Na época, disseram o seguinte com relação ao depoimento do Mourão: “Por mais de uma hora o avião foi seguido pclo planeta Vênus, e, ARX 46: 43)1 pe quando chegou ao Rio de Janeiro, | Vênus percebeu que o aeroporto era muito pequeno para ali aterris- sar, e -conseguentemente preferiu retornar ao espaço e continuar na sua órbita.” E mário Schemberg, físico: “Já houvi muitos relatos de pes- soas que tiveram experiências com OVNIs.” “O fato de a Aeronáutica admitir oficialmente OVNIs no céu brasi- leiro vai fazer com que se aceite cada vez mais a hipótese dessa exis- tência.” Augusto Daminclli, astrônomo: Não tem dados técnicos para ex- plicar, Acha ignorantes as que dizem “isso não existe. Aydano Barreto Carleial, diretor de programas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE): “Pode ser OVNI” “Como refletiu nas telas do radar deve ser material, mas não sei de que tipo.” Iwan Thomas Halasz, radioama- dor: : 0 “Satélites em órbitas inferiores a 400 km são detectados pclos rada- res. “A Goddard Space Flight Center não comunicou nenhuma reen- trada de satélite em nossa atmos- fera.” “Em Ottawa, Canadá, o fluxo solar é medido todos os dias às 17h00 UTC. “Entre 15 e 20 de maio de 1986, o número de manchas solares au- mentou em 3 vezes, de 7 para 21 (Zurich ou Woll,” “Em 17/05/86 danificou-se o computador a bordo do satélite Oscar-10 (três anos de fúncionks"=":": mento).” Mancha. solar. : provoca perturba- ções magnéticas e ionizações; tausa o efeito aurora; condições anormais de propagação (VHF e UHF); inter- fere nas comunicações via satélite; interfere nos sinais recebidos e transmitidos por sondas interplane- tárias; intensifica as tem magnéticas; cria uma forte radiação cósmica no cinturão Van Allen.

Página 14

» , Jonização: é o desdobramento de mióléculas em dois ou mais átomos eletricamente carregados, por coli- são de altas energias. Quando os elétrons são misturados com os ions positivos em números aproximada- mente iguais entre si, eles formam um plasma altamente condutivo ca- paz de relletir até ondas decimétri- cas, e consequentemente podem sei: detectados pelos radares. O radivamador Iwan Thomas Halasz relatou alguns detalhes que não podem ser desprezados, corre- lacionando os efeitos das manchas solares com os avistamentos de maio. Não temos dúvidas que esses avistamentos eram discos voadores de origem extraterrestre. Do ponto de vista técnico, uma hipótese é que os seres que pilotam os discos voa- dores também analisam-os-cleitos- das manchas solares em nosso pla- neta. É necessário fazer um estudo detalhado com relação aos avista- mentos ufológicos nos periodos em que ocorreram as manchas solares em outras épocas. As manchas sola- ves ocorrem entre nove c treze anos, tendo uma média de onze anos. Desta vez também tivemos uma grande aproximação do planeta Marte da Terra. Sabemos que em Mane não há vida, pelo menos igual a nossa. Mas todos esses dados são técnicos e devem ser analisados e correlacionados com a ufologia. Franklin Story Musgrave, astro- nauta norte-americano: “Não acredito em discos voado- res, mas que existem, existem.” “Conheci na NASA estudos bem solisticados sobre OVNIs.” “A vida em ounos planetas na Via Láctea é uma certeza estats- tica.” “A NASA não tem nenhuma prova satisfatória que seres extrater- restres visitem a Terra.” (Essa é a reto NASA perante o pú- lico, mas sabemos que a realidade é bem diferente.) Professor Michel Persinger (Ca- nadá): “Estatisticamente existe uma cor- relação entre os avistamentos de OVNIs e os terremotos (antes e de- pois), e também com os impactos de meteoritos.” pera res sro “Os movimentos das camadas tectônicas no interior da Terra, de- vido ao atrito das rochas, produz um gás quente e ionizado que es- capa da superficie do solo, em forma de bola luminosa, e produz radiolrequência que causa interfe- rência cletro magnética.” Dr. Brian Preire (Departamento de Minas do Estado do Colorado, EUA): Reproduziu em laboratório a tese do professor Michel Persinger. Um bastão de granito foi subme- tido a uma enorme pressão até es- tourar, liberando gases ionizados e luminosos com intensa radiolre- quiência. As bolas luminosas podem durar muitos minutos. O trabalho realizado pclo profes- sor Michel Persinger e o dr. Brian Preire é muito bom ce mostra uma realidade que também é analisada e pesquisada pela ufologia. O que eles relataram mostra um fenô- meno muito comum dos locais onde há falhas geológicas, e nor- malmente é confundido pelos leigos como sendo UFO. O. comporta- mento dessas bolas ionizadas são E ddr 3 não exista é sinal de ignorância. conhecidos e nada têm a ver com o bar foi narrado pelas autoridades Aeronáutica. Infeliz foi a produ- ção do programa de TV que colo- cou essa pesquisa em confronto com os lutos e narrativas de maio, conlundindo a opinião pública. Mas até entre os ulólogos há ca- sos de enganos ou mesmo de frau- des que não sobrevivem a uma análise técnica. É o que ocorre com o ulólogo que, ao receber uma foto de um suposto disco voador, con- clui precipitadamente que é um au- têntico UFO e corre a um meio de comunicação para divulgá-la. En- tretanto, vem um especialista em fo- tos € revela que tudo não passa de um simples reflexo nas lentes da pe re fotográfica. Como fiça o público e, consequentemente, o ufólogo? Alguns, por medo de con- lessar a sua precipitação, passam a en; . aos Outros € a si mesmo. muito importante que todos 0s ufólogos tenham consciência do caso que se está pesquisando, analisando-o sob todos os sentidos, e, só depois de ter certeza de todos os detalhes, é que se deve levar ao público o seu trabalho. Só assim a ufologia será respeitada. 23 ARES PMAM cut |

Fonte: Arquivo Nacional, fundo Objeto Voador Não Identificado (SIAN) — código de referência BR DFANBSB ARX.0.0.468.