A problemática dos discos voadores.
1969 · Local não identificado · Ministério da Aeronáutica
- Código de referência
- BR DFANBSB ARX.0.0.123
- Período
- 1969
- Local
- Local não identificado
- Órgão
- Ministério da Aeronáutica
- Documentos
- Recorte de imprensa
- Páginas
- 1
Resumo do caso
conteúdo editorial do siteRecorte de imprensa datado de maio de 1969, preservado no fundo "Objeto Voador Não Identificado" do Arquivo Nacional, traz uma carta de leitor publicada em resposta a correspondência anterior de um sr. José A. da Silva, divulgada no jornal Última Hora em 24 de abril de 1969. O autor refuta as críticas de Silva à pesquisa ufológica e defende a seriedade de estudiosos do tema, incluindo o cientista alemão Hermann Oberth, que o missivista anterior teria taxado de místico ao comentar sobre discos voadores. O documento ilustra o debate público travado no período em torno da credibilidade dos relatos de objetos voadores não identificados, com opiniões divididas entre céticos e defensores da investigação do fenômeno.
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Página 1
E MAI 1969 “ “problerintica: dos -: “discos voadores “o “Be, Redator; Eolicito-lhe 8 fineza: de inetutr esta mo- desta carta em sua seção, necessaria para o devido esclas »r: recimento, de um assunto assaz, importante, Grato. - - «Porta césta, O intento de levar 2o sr, José À. da Silva, uma, -fesposta 2 sua; carta, “ULTIMA: HORA, : 24/4/1969”, sobre» problemática. e conturbante questáo-dos distos voa= dores E inegável 'que os discos voadores são um assunto que desperta & curiosidade, inflama discussões e, acendem nas mentes esclarecidas, a chama de um ideal, isto é: um contato com os mesmos. Mes, em vista disso, se muita, gente tem feito, com relação .nos discos voadores, trabalhos positivos. de pesquisas, de informações e de esclarecimentos à opinião publica; também é necessario dizer que: outras tantas. pessoas têm usado e mesma questão, visando inte- resses“nada elogiáveis. : Neste ultimo grupo se enquadra, “e com má fé é sem moderação; o sr, Josó A. da Silva. Este Senhor: tem, salvo imperdoável engano de minhi, parte, o unico Pora o de “aparecer”. 5 > Sr. A, da Silvk: sou averso à polêmica, no entahto, “ ” Agngo” la? “coliectimento de sua carta acima citada, em “g%Fvesposta ao gr. Reginsldo neste mesmo jórnel e, discordando “tótalmente da mesma, reservo-me o direito de lhe transe mitir minho, opinião em contrário, Caro senhor, quero crer-que: toda a pesson que se propõe opinar sobra! “um assunto, direta ou indiretamente “Ee preocupa co O mesmo, O sr. não seria “pórtento a ” exceção à regra, Muito bem, sendo assim, os disços voa- dores O: pRrocupam, sghesar de o sr. deixar formalmente “" Qaro que não” aceita w realidáde dos mesmos. Ora, meu - «caro senhor, se minha assertiva fôr certa, e creio que o Po EA respéitarel sua. opinião, apesar de leviana. Por outro “ado, se houver engano meu,.o sr. está perdendo seu tempo além de aborrecer os leitores com suas tagarelices. Vamos 1 então do que-dia o senhor. Em sya carta, o senhor citou O +-»ponceituado .clentistá: dr, Hermanh .Oberth e o taxa de “gagá, de místico, além de; distorcer a verdade para nos fezer.crer estar -o citado . cientista, propalando aquilo que - Beria uína condenável: mentira; Meu -caro senhor, sua opinião é inconvincente, leviana, ; efmbuida de-má fé, «O-senhor lança sobre o nome de uma “ Desson de” ciência, ums afirmação 'desonrosa, qué o senhor não; pode - provar nem tampouco: reune. argumentos para tanto.-; Sendo. assim; bastou-me uma superficial leitura de “BUM esrta - Compreender ques o senhor não tem um “mínimo quinhão. de respeito pelos: homens. de clência, Isto * não me surpreende, porquanto me parece: ser o senhor, O - tipo deipessos quê se julga, auto-suficiente € em o vêzo de erer que o mundo e, acontecimentos giram sempre ao redor de 'si'. Devorlhê dizer que: foi Tamentável seu pros. cedimento de lançar tpitetos indelicados sobre' 3 pessoas Té que merecem. “de. nossa, parte, um profindo feconhecimento : é respeito pass que fazem, o que são e o que representam SEtão tampo da ciência e da criatividade profissional em %= "geral, iá Rogo-lhe escusas pela franqueza, sr. José A, da Silva, -Não me anima o intuito de ofendé-lo, Devo-lhe dizer ainda, meu, caro sr, que nada tenho contra a sua pessoa Res peito seu ponto de vista, como respeito o dê qualquer outra pessoa indistintamente. No entanto, quando “temos uma opintão a transmitip e queremos que no-la considbrem: dee vemos pautar sempré pelo bom senso e pela clareza, do 4détas 4o formulá-las, taso contratio, outros hão de ' taxar-nos de imbecis, ignorantes é Outras coisas que o valha. é «4 Não feclamo nesta carta 8 pretensão de levá-lo a aceitar “os discos voadores, pois não creio que o senhor possa jamais compreendê-los. Alem do máis, de nada mê “bdlantaria citar squi' um rosário do informações sobre Os mesmos. Bar sesdo no que 11 em sua carta e, jurando-lhe absoluta boa fé, eti não creio em sã consciencia, poder demolir a sua premes ditada posição de intransigente negador dos fatos. Se o senhor usasse bom senso e fosse criterioso em suas afirma- . çõés, teria lançado contra argumentos convincentes em detris mento do tenhor Reginaldo, Porque não o fêz? Por que o senhor nada sabe e nadá entende de discos vondores, Em viste disso, o que fêz o senhor? Ditou uma géris de qualifi- cações desafrosas em torno de: Oberth, Michel, Plantier o sabe-se lá mais quem, pesa em seu juizo pessoal, como misti« cos, Bogás, | etc, ete, ts AXU LAB prd/4
Fonte: Arquivo Nacional, fundo Objeto Voador Não Identificado (SIAN) — código de referência BR DFANBSB ARX.0.0.123.